Diplomacia
06/06/2005
Conselho de Segurança
06/06/2005

Salvaguardas

Brasil e China trocam ameaças em relação ao comércio bilateral

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou para Coréia do Sul e Japão, o ministério do Desenvolvimento anunciou que na volta, ele assinaria um decreto para restringir a entrada de produtos chineses no mercado brasileiro.

Depois de um namoro que mal começava, as relações começaram a patinar. Empresários brasileiros já haviam dito que era um erro grosseiro, considerar a China uma economia de mercado.

Agora, quem contra-ataca é a China. O país anunciou que vai responder com salvaguardas caso se confirmem às restrições brasileiras. O cônsul comercial chinês em São Paulo afirmou que o seu país tem o direito de defender as empresas chineses caso o Brasil adote medidas restritivas.

Segundo o ministério do Desenvolvimento, as reuniões para discutir a elaboração do decreto e das salvaguardas já foram iniciadas. Os setores que se sentem atingidos pelos produtos chineses já podem enviar suas queixas à Brasília.

Há especial atenção quanto aos produtos têxteis. As salvaguardas podem ser estendidas até 2008 e estariam previstas no acordo firmado entre os presidentes dos dois países.

Nesta sexta-feira, o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior [Camex], Mário Mugnaini, garantiu que a adoção de barreiras comerciais contra produtos chineses somente será acionado se algum setor provar que está sendo prejudicado pelas importações.

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