Briga entre vizinhos
31/08/2010
KC-390
01/09/2010

Fronteira

Brasil e Colômbia assinarão oito acordos

O presidente colombiano Juan Manuel Santos, desembarca nesta terça-feira em Brasília onde se reunirá com o presidente Lula, empresários e candidatos a presidência da República.

Na quarta-feira, 1º, Santos assinará oito acordos de cooperação com o Brasil.

A agenda contempla temas como segurança e defesa, economia e comércio, cultura, e assuntos consulares e fronteiriços.

“É uma visita a um sócio estratégico, a um sócio muito importante para Colômbia onde queremos um primeiro contato e uma primeira relação para assim incrementar o fluxo, não somente em nível de diálogo político, mas comercial e de investimentos. Acreditamos que o Brasil, por sua importância estratégica regional, é um grande sócio para Colômbia”, afirmou a chanceler María Ángela Holguín.

Santos também se reunirá com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Após a eleição, ele visitou Chile, México, Panamá e Peru.

Esta será a primeira viagem oficial como presidente. Do Brasil, Juan Manuel Santos deverá seguir para os Estados Unidos.

Cooperação

Brasil e Colômbia firmarão um acordo fronteiriço para beneficiar as populações de Letícia e Tabatinga quanto à educação, trabalho e residência.

Os dois países também assinarão entendimentos nas áreas comercial, de desenvolvimento fronteiriço e de segurança.

Juan Manuel Santos tem agendadas reuniões com os candidatos presidenciais Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

Ele ainda visitará o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado onde se encontra com José Sarney.

Nesta segunda-feira, Juan Manuel Santos esteve reunido com Silvestre Reyes, presidente da Comissão Permanente de Inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.

O encontro reservado serviu para discutir a implementação de políticas de segurança e inteligência na Colômbia.

Comércio

Na quinta-feira, 2, Juan Manuel Santos se reunirá em São Paulo com 30 dos principais empresários brasileiros que serão convidados a investir na Colômbia.

Estarão representados os setores de turismo, infra-estrutura, construção civil, siderurgia, telecomunicações, agroindústria, e cosméticos.

Na avaliação do ex-ministro de Relações Exteriores da Colômbia, Guillermo Fernández de Soto, “as relações entre Colômbia e Brasil não alcançaram o dinamismo que obtiveram à época do acordo internacional do café, por isso é importante o sinal que emite o presidente Santos de privilegiar este mercado que é uma potência não apenas política, mas econômica”.

Análise da Notícia

Quando o então presidente eleito Juan Manuel Santos ignorou o Brasil em sua primeira viagem internacional após as eleições, houve um mal estar.

O Brasil acreditava que estaria entre as prioridades da política externa do novo governo.

Santos deixou para fazê-lo após a posse, já na condição de Chefe de Estado.

Simbólico, o gesto mostra o seu desejo em fazer do Brasil um sócio estratégico como revelou a chanceler María Ángela Holguín.

A política externa de Juan Manuel também deixa clara sua preocupação com o entorno geográfico colombiano.

Ele não abrirá mão de um relacionamento intenso com os Estados Unidos, mas está convencido que é preciso voltar-se para a América do Sul.

É uma forma de neutralizar o isolamento político com o qual o país conviveu quase 12 anos em relação à região.

A Colômbia também quer ver avançar a Comissão Bilateral que, segundo a chanceler Holguín é um foro privilegiado que zela pela estruturação e supervisão do conjunto das relações.

Para o novo governo, a cooperação em temas como ciência e tecnologia, desenvolvimento sustentável da Amazônia, educação, cultura e integração das cadeias produtivas, é fundamental para que o país avance e neutralize o conflito interno.

Tem sido esta a postura em relação à Venezuela e Equador.

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