Opinião

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Brasil e Colômbia: cooperação é mensagem ao crime

Brasil e Colômbia: cooperação é mensagem ao crime organizado e às guerrilhas

Marcelo Rech

Nesta quinta-feira, 4, Brasil e Colômbia firmam mais um acordo de cooperação com o propósito de fortalecer a fiscalização e a vigilância na fronteira comum.

O Brasil pretende fazê-lo com todos os demais países com os quais tem fronteira e assim, produzir resultados concretos quanto aos ilícitos transnacionais.

Quando ministro da Defesa, Juan Manuel Santos reuniu-se em Brasília com Nelson Jobim. Ele foi um dos principais ministros de Álvaro Uribe e quem ordenou as operações que quebraram a espinha dorsal da guerrilha.

Há sete meses no poder, o presidente colombiano quer “desnarcotizar” a imagem do país, sempre associada ao narcotráfico e às Farc.

Ele quer a Colômbia num outro patamar, atraindo investimentos e focando o próprio desenvolvimento.

Com a guerrilha, o discurso é um só: diálogo quando houver renúncia à luta armada e a libertação de seqüestrados.

Para a Colômbia, um Brasil mais vigilante e presente na fronteira é fundamental.

Daí que o acordo a ser firmado em Tabatinga, funciona como uma mensagem clara ao crime organizado e às organizações insurgentes.

Recentemente, estive com o ex-presidente Álvaro Uribe em um evento fechado em Santiago, Chile. Segundo ele, o Plano Estratégico de Fronteiras é algo que deveria ter sido pensado há muito mais tempo pelo Brasil.

Uribe se ressente e muito, do ativismo diplomático das Farc no Brasil e da permissividade do então presidente Lula, de seu assessor internacional Marco Aurélio Garcia e do PT, com a guerrilha.

Atualmente, as Farc mantêm cinco integrantes no Brasil além do padre Olivério Medina que vive em Brasília como refugiado. Essas pessoas continuam movendo-se nos meios diplomático, político e acadêmico.

Esse tipo de tolerância é inadmissível. Apesar de não saírem às ruas empunhando suas AK-47.

O acordo que Brasil e Colômbia assinam permitirá que operações conjuntas sejam realizadas nos dois lados da fronteira.

Os dois países vão trabalhar juntos e não apenas na troca de informações, mas no combate direto àqueles que ameaçam a ordem na região.

Esse é o modelo de cooperação que funciona.

Resta saber se críticas de fundo ideológico serão capazes de frear os esforços. Algo que conhecemos bem, no Brasil e em seus vizinhos.

Marcelo Rech é jornalista, editor do InfoRel e especialista em Relações Internacionais, Estratégias e Políticas de Defesa e Terrorismo e Contra-insurgência. E-mail: inforel@inforel.org

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