Brasília, 20 de março de 2019 - 09h25
Brasil e Equador estreitam laços no combate à corrupção

Brasil e Equador estreitam laços no combate à corrupção

04 de março de 2019 - 12:57:12
por: Marcelo Rech
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Brasília - Os governos do Brasil e do Equador decidiram estreitar as relações e a cooperação para compartilhar estratégias, informações e dados sobre combate à corrupção. Para tanto, na quinta-feira, 28, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, recebeu a visita do Secretário Nacional Anticorrupção do Equador, Iván Granda, e do embaixador equatoriano Diego Ribadeneira. As autoridades do país vizinho apresentaram oficialmente ao Brasil a intenção de criar um grupo anticorrupção e combate à lavagem de ativos, a ser formado por representantes de países latino-americanos.

De acordo com a proposta, o grupo estará empenhado em combater ilícitos em escala multilateral, com trabalho baseado em política de integração diplomática e em aproximação operacional no tema. Conforme a parceria em fase de articulação, peritos profissionais atuarão conjuntamente com os principais órgãos de prevenção a crimes na administração pública do Equador, com apoio de organismos internacionais.

Na reunião com o ministro Moro, Granda detalhou a chamada Comissão Internacional Anticorrupção e solicitou apoio do Brasil para indicar um representante nas cinco cadeiras do grupo. Atualmente em busca de signatários à proposta, o governo equatoriano pretende intensificar a troca de experiências com o Brasil numa “produtiva e importante cooperação” na luta contra a corrupção - um processo em curso no Equador com a Operação Lava Jato e investigações que atingem empreiteiras com atuação na região, conforme destacou o embaixador Ribadeneira.

“Para nós é importante ter uma reunião com o ministro Moro, que é uma referência na luta contra a corrupção na América Latina e no mundo. Tivemos uma grata conversa, que nos permitiu contar a iniciativa do presidente (do Equador) Lenín Moreno, que luta contra a impunidade no Equador e na região. No caso Odebrecht e outros mais, é indispensável a cooperação entre os países-irmãos em temas como lavagem de ativos, recuperação de ativos, investigações e reparações”, afirmou Granda.

Também presente à reunião, a diretora do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do ministério da Justiça e Segurança Pública, Erika Marena, ressaltou que o Brasil está no caminho certo, mostrando aos seus vizinhos e à comunidade internacional que sua luta contra a corrupção é séria.

“O Brasil tem muito a oferecer no compartilhamento dessas experiências. Ficamos felizes com essa aproximação com o Equador, e creio que temos um caminho de cooperação para trilharmos juntos. Vamos estudar os melhores meios de atendê-los e continuar a interlocução. Há diversas possibilidades de trocas de conhecimento, técnicas e treinamento”, destacou a diretora.

O governo do Equador prosseguirá com as tratativas de encaminhamento e possível adesão junto aos governos e enviará em breve, ao Brasil, documentos detalhando o projeto. Até o momento, associaram-se à iniciativa, a Transparência Internacional, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e ONUDD.