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Brasil e Equador têm agenda bilateral para relançar relações

Marcelo Rech, especial de Quito

A presidente Dilma Rousseff realiza sua primeira visita oficial ao Equador em cinco anos, nesta terça-feira, 26, quando se reunirá com o seu colega Rafael Correa para relançar a relação bilateral. A presidente permanece em Quito para a IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que acontece no dia 27 em Mitad del Mundo.

De acordo com a chancelaria equatoriana, os dois presidentes deverão revisar a agenda bilateral, mas também tratarão de temas regionais como a própria Cúpula da CELAC, e os papéis da UNASUL e do Mercosul para a integração regional. Dilma desembarca acompanhada do ministro Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e do assessor internacional Marco Aurélio Garcia. O chanceler Mauro Vieira que participa da reunião de chanceleres da CELAC também participará do encontro.

Um dos temas prioritários para os dois países diz respeito à conclusão das obras do Eixo Manta – Manaus que potencializará a integração econômica e produtiva. A idéia é desenvolver uma região que conta com uma população de cerca de 25 milhões de habitantes e que poderia adquirir produtos mais baratos do Equador, além de exportar ao país andino em melhores condições.

Segundo o Embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, Subsecretário-Geral para América do Sul, Central e Caribe, o corredor terrestre-fluvial permitirá que se reduza em até 10 dias o tempo para o transporte de produtos brasileiros, em especial da região Norte, até o Pacífico.

Os dois países pretendem aumentar o fluxo comercial, os investimentos e com isso, impulsionar a criação de cadeias produtivas. Já o Equador trabalha para abrir o mercado brasileiro para a sua banana gourmet e o camarão produzido em cativeiro. Além disso, os dois países pretendem discutir como melhorar a conectividade por via aérea para cargas e passageiros, o que impactará nos negócios e também no turismo bilateral.

Agenda

Dilma e Rafael Correa terão uma agenda que incluirá temas econômicos, políticos e de cooperação. De acordo com o embaixador do Brasil em Quito, Carlos Alfredo Lazary Teixeira, “a visita da presidente representa uma nova energia que vai irrigar toda a agenda bilateral. Esta relação tem potencial para um volume de comércio de cerca de US$ 1.8 bilhão em quatro anos”, explicou.

Para Lazary Teixeira, um dos grandes desafios para os dois países está justamente na retomada do crescimento do fluxo comercial que permita a Brasil e Equador atingir um nível equilibrado.

“A reunião da presidente Dilma com o presidente Correa tem um sentido histórico de retomada do diálogo no mais alto nível e que vai impulsionar a relação bilateral em todas as áreas”, afirmou o diplomata.

Já o embaixador equatoriano no Brasil, Horacio Sevilla Borja, destacou que o Brasil sempre foi modelo para o Equador e que a crise gerada pela expulsão de uma construtora brasileira do país em 2008, está superada. Borja revelou que as relações começaram a melhorar significativamente em 2011 e que os dois países têm trabalhado muito em temas de cooperação.

Em relação à região, Horacio Sevilha Borja afirmou que, “frente às crises e dificuldades mais unidade regional, mais integração e mais comércio”, destacou. Ele também confirmou que o Equador tem interesse em ingressar no Mercosul como membro pleno, o que deve dar-se assim que o acordo de livre comércio com a União Européia estiver sacramentado.

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