Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 19h41

Brasil e Estados Unidos discutem acordos e coopera

22 de fevereiro de 2011
por: InfoRel
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O ministro de Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, realizará visita de trabalho a Washington, nos dias 24 e 25, ocasião em que manterá reuniões com a Secretária de Estado, Hillary Clinton, o Conselheiro de Segurança Nacional, Thomas E. Donilon, e o Secretário do Tesouro, Timothy F. Geithner.



 



Ele aproveitará a visita para encontrar-se também com o Presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick.



 



De acordo com o Itamaraty, a viagem se inscreve no contexto dos preparativos da visita que o presidente Barack Obama realizará ao Brasil, nos dias 19 e 20 de março.



 



O diálogo com as autoridades norte-americanas abarca diversas questões de interesse bilateral, como comércio, investimentos, energia, defesa, ciência e tecnologia, inovação, cooperação espacial, educação, cultura, combate à discriminação racial e de gênero e assuntos consulares, além de assuntos das agendas regional e global, com destaque para a situação no Haiti e no Oriente Médio, OEA, Direitos Humanos e Temas Sociais, Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável, Desarmamento e Não-Proliferação e Reforma das Instituições de Governança Global.



 



O governo brasileiro acredita que o encontro entre Obama e Dilma poderá marcar um novo período nas relações bilaterais, uma das prioridades da presidente brasileira.



 



Os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no Brasil, o segundo maior importador de produtos brasileiros e o segundo maior parceiro comercial do país, com fluxo de mais de US$ 46 bilhões em 2010.



 



A presidente Dilma Rousseff quer ampliar essa parceria e aprofundar as relações bilaterais para outros temas, inclusive da agenda social.



 



Entre 2009 e 2010, as exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram aumento de 26,21%, passando de US$ 15,6 bilhões para US$ 19,3 bilhões. O Brasil, por sua vez, é o 8º destino das exportações dos EUA.



 



Dilma quer ainda negociar a entrada do etanol brasileiro no mercado norte-americano e sonha com o apoio de Barack Obama ao ingresso do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.



 



Análise da Notícia



 



Marcelo Rech



 



A presidente Dilma Rousseff não diz publicamente, mas avalia que o antecessor Luis Inácio Lula da Silva errou quando menosprezou as relações com os Estados Unidos.



 



Disposta a refazer essas relações, Dilma enviou algumas mensagens a Washington: criticou as abstenções do Brasil nas resoluções que condenavam as violações de direitos humanos no Irã e cobrou abertura democrática em Cuba.



 



Para os Estados Unidos, os sinais são positivos.



 



A presidente também avaliou bem na hora de definir seu chanceler e optou por Antonio Patriota, ex-embaixador nos Estados Unidos onde construiu uma relação forte e de confiança com o agora embaixador norte-americano em Brasília, Thomas Shannon.



 



À época, Shannon respondia pela diplomacia estadunidense para a América Latina no Departamento de Estado.



 



O encontro que Dilma e Obama terão em Brasília não será conclusivo.



 



São muitos os temas de interesse e a maioria deles será amadurecida ao longo do ano para, em setembro, serem reavaliados em Washington, quando Dilma deverá rever o colega na Casa Branca.



 



Obama quer vender o caça F-18 e Dilma quer o etanol sem taxas no mercado norte-americano. Obama quer o Brasil condenando violações de direitos humanos no Irã, Cuba e Venezuela. Dilma quer mais diálogo de Washington com a América Latina.



Os dois países compartilham valores e ideais.



 



Se o peso ideológico for posto de lado, podem avançar de maneira concreta e duradoura.



 



Lula preferiu fazer chacota com a crise econômica norte-americana. Não ganhou nada com isso e ainda viu seu prestígio pessoal despencar.



 



Dilma Rousseff quer construir uma relação olho-no-olho.

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