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Polêmica

13 de abril de 2010
por: InfoRel

Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, assinaram em Washington o texto do acordo de cooperação militar entre os dois países.



Gates afirmou que os Estados Unidos querem aprofundar a cooperação com o Brasil em todos os níveis para que os desafios comuns sejam atacados de forma conjunta.



Nelson Jobim reconheceu que o acordo facilita a venda de aviões Super Tucano, da Embraer, para a Força Aérea norte-americana.



Na sua opinião, o entendimento põe o Brasil definitivamente na disputa. “O que não era possível antes da assinatura (do acordo)”, destacou.



Jobim afirmou, no entanto, que o acordo não foi assinado por conta da possível compra de 200 aeronaves que seriam empregadas no combate à insurgência, inclusive na Colômbia.



O ministro espera que os Estados Unidos ponham fim à licitação e iniciem as negociações com a Embraer.



Por outro lado, os Estados Unidos esperam que a Boeing saia vitoriosa na licitação para a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). A empresa disputa um negócio de US$ 4 bilhões com o F-18 Super Hornet.



Na semana passada, Nelson Jobim defendeu a compra do caça Rafale, fabricado pela francesa Dassault. O avião também é o preferido do presidente brasileiro.



Nesta terça-feira, Lula se reúne em Washington com o presidente francês Nicolás Sarkozy.



O acordo



A cooperação firmada por Brasil e Estados Unidos pretende fortalecer o desenvolvimento de tecnologias de defesa, incrementar a realização de exercícios militares conjuntos e o intercambio entre escolas militares e de navios.



Além disso, vai facilitar a compra e venda de armamentos e demais equipamentos militares.



Segundo Robert Gates, “a cooperação de defesa entre Brasil e Estados Unidos oferece um modelo transparente e positivo para toda a região”.



Não é o que pensa a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) que no dia 7 de maio reúne os ministros da Defesa da região em Quito, para discutir o assunto.



O ministério da Defesa reafirmou que os países membros da Unasul, foram informados pelo Brasil a respeito do acordo e que os Estados Unidos não utilizarão bases militares brasileiras.

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