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Brasil e EUA discutem novas áreas de cooperação

Brasil e EUA discutem novas áreas de cooperação

Brasília – Brasil e Estados Unidos discutiram durante a terceira reunião da Comissão Mista de Cooperação em Ciência e Tecnologia, realizada nesta semana em Brasília, as novas áreas de cooperação que serão exploradas pelos dois países. Na agenda, nanotecnologia, biomedicina e ciências da vida, tecnologia da informação e comunicação.

Nesta terça-feira, 13, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o conselheiro científico da Casa Branca, John Holdren, o diretor do departamento de temas científicos e tecnológicos do ministério de Relações Exteriores, embaixador Benedito Fonseca Filho, e o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, apresentaram o resultado do encontro, que servirá de subsídio para a visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, no dia 9 de abril.

Marco Antônio Raupp explicou que os dois países pretendem aumentar a cooperação em todas as áreas e lembrou que o programa Ciência Sem Fronteira surgiu depois da visita do presidente norte-americano Barack Obama, ao Brasil, em março de 2011.

O governo brasileiro pretende oferecer 20 mil bolsas para os Estados Unidos ao longo dos próximos quatro anos.

Para John Holdren, um dos maiores focos da cooperação é exatamente o intercâmbio na área científica e acadêmica. Ele comunicou que o governo norte-americano planeja enviar 100 mil estudantes para a América Latina nos próximos anos.

Holdren destacou ainda a importância de ações para incentivar o ingresso feminino na ciência. “Elas são metade da população dos países e estão sub-representadas na ciência, não representam a metade da produção científica”, afirmou.

O representante norte-americano fez um histórico da cooperação científica entre Brasil-EUA, que, segundo ele, data dos anos 1940 e foi formalizada nos anos 1980. A comissão foi criada pelo Acordo Relativo à Cooperação em Ciência e Tecnologia, em vigor desde 1984.

Cooperação Brasil – EUA

Nesta terceira reunião, foram avaliadas possibilidades de intensificar a colaboração em inovação, ciências oceanográficas, metrologia, mitigação de desastres naturais, a participação das mulheres na ciência e a mobilidade científica e acadêmica, no contexto do Ciência Sem Fronteira; além da cooperação nas áreas de TICs, biomedicina e ciências de vida e nanotecnologia.

O ministro da Ciência e Tecnologia informou que uma videoconferência sobre biomedicina foi agendada para a próxima semana quando serão iniciadas as atividades.

“Nanotecnologia é uma área em que nós temos muito interesse. É algo que está na linha de frente na questão de materiais novos e, muitas vezes, revolucionários. Os Estados Unidos investem muito nesta área, então gostaríamos de ter uma cooperação maior”, revelou.

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