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Brasil e Índia firmam parceria estratégica

Brasil e Índia assinam acordos de parceria estratégica

Nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve reunião de trabalho com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, quando foram assinados nove acordos de parceria e cooperação em temas considerados pelos dois países como estratégicos.

Antes do primeiro-ministro Singh, apenas em 1968, o Brasil recebeu a visita da premiê Indira Gandhi. Lula esteve em Nova Délhi em 2004, quando deu início ao que chamou de aliança estratégica.

Ele lembrou que o Brasil é o maior parceiro comercial da Índia na América Latina e que o volume do comércio bilateral passou dos US$ 400 milhões no final da década de 1990, para US$ 2,3 bilhões no ano passado.

“Estamos conscientes de que nosso potencial é muito maior. Vamos trabalhar para aproximar ainda mais os nossos setores empresariais e para equilibrar e diversificar nossa balança comercial. Desejamos ampliar o acordo de preferências comerciais entre Índia e Mercosul, com especial atenção aos interesses do Uruguai e Paraguai, sócios menores do bloco. Em julho último, ficou decidido que daremos seguimento às negociações para aumentar o número dos produtos incluídos”, anunciou o presidente.

Nova ordem mundial

Lula também aposta na parceria com a Índia para que temas como a ampliação do Conselho de Segurança da ONU e a busca por maior equilíbrio de forças no cenário internacional possam ser alcançados.

Segundo ele, “temos reiterado que nenhuma reforma da ONU estará completa sem uma ampliação do Conselho de Segurança que inclua países em desenvolvimento como membros permanentes”.

Brasil e Índia, de acordo com Lula, coincidem sobre a necessidade de se promover e implementar mecanismos financeiros inovadores e são os responsáveis pelo próximo lançamento da Central Internacional de Medicamentos, que possibilitará o acesso das populações dos países menos desenvolvidos a medicamentos contra AIDS, Malária e Tuberculose.

Pelos acordos firmados, Brasil e Índia vão aprofundar os vínculos nas áreas de pesquisa, ensino à distância e educação profissionalizante em nível de pós-graduação. No setor energético, pretendem promover a cooperação necessária para a produção de combustíveis renováveis, como o etanol.

Ao reconhecer a Índia como uma potência mundial em matéria de inovação tecnológica, Lula deixou claro que o Brasil pretende incrementar a cooperação em Ciência e Tecnologia que permita o desenvolvimento de tecnologias de ponta, inclusive espaciais e nucleares.

“Estamos dando início a uma associação inédita entre a Petrobras e a Companhia Petroleira Indiana, para cooperação na exploração em águas profundas. Trabalharemos para desenvolver atividades conjuntas de produção e comercialização no Brasil, na Índia e em terceiros mercados”, anunciou.

Lula também ressaltou que a parceria do Brasil com a Índia vai além dos temas comerciais e pretende estimular um diálogo estratégico bilateral, sobre temas regionais e globais de interesse comum, inclusive sobre segurança e novas ameaças.

“Será exatamente essa coesão política entre os países que compõem o G-20, liderados pela Índia, pelo Brasil, pela China e pela África do Sul, que poderá garantir a todos nós, sonhadores, que o mundo será um mundo mais justo, mais humano, mais solidário, sem terrorismo, sem fome e sem miséria”, pregou o presidente brasileiro.

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