Política Externa
28/03/2006
Minustah
28/03/2006

Fórum Empresarial

Brasil e Itália querem incrementar relações comerciais

Nos dias 29 e 30, será realizado na sede da Federação das Indústrias de São Paulo, o Fórum Empresarial Brasil-Itália, que tem por objetivo, modificar a rota de negócios entre os dois países.

Segundo a Fiesp, o encontro reunirá 200 empresários italianos e centenas de brasileiros. Além de incrementar os negócios bilaterais, estão previstos a assinatura de acordos de investimentos e cooperação.

A Fiesp e a Confederação das Indústrias Italianas [Confindustria], destacam o potencial de intercâmbio nos setores de infra-estrutura, agroindústria, eletrônica, nano e biotecnologia, moda, design e turismo.

Os empresários italianos também manifestaram interesse em investir nos portos, auto-estradas, e transporte de mercadorias e passageiros no Brasil.

Ainda de acordo com a Fiesp, a realização do evento é resultado de um esforço pessoal dos presidentes Paulo Skaf e Luca di Montezemolo.

Em 2005, o presidente da Fiesp acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em missão à Itália, quando foi agendada a viagem dos italianos ao Brasil. Na oportunidade, Fiesp e Confindustria assinaram memorando para fomentar o comércio bilateral.

”O acordo firmado com a Fiesp é mais uma confirmação de que o Brasil representa um mercado prioritário para nós em 2006”, afirmou Luca di Montezemolo.

Segundo ele, os italianos têm o objetivo de aumentar a presença de grandes companhias no Brasil e sustentar a internacionalização de pequenas e médias empresas da Itália, segmento que já investiu US$ 4 bilhões nos últimos anos no Brasil.

Para Paulo Skaf, a Fiesp recebe a missão de empresários da Itália numa época em que o mundo inteiro se volta para o potencial econômico brasileiro.

Itália cobra redução da tarifa de importação de bens industriais

Embora Brasil e Itália trabalhem para incrementar as relações comerciais, algumas pendências precisam ser solucionadas.

Para o vice-ministro da atividade produtiva da Itália, Adolfo Urso, o comércio entre Brasil e Itália deve aumentar consideravelmente a partir do Fórum Empresarial, mas ressaltou que somente a melhora da proposta brasileira de redução de suas tarifas industriais pode promover um crescimento substancial na exportação e importação.

Segundo ele, “o Brasil pode manter em 15%, na média, sua tarifa de importação de produtos manufaturados consolidada na OMC”. Adolfo Urso passou por Belo Horizonte [MG], antes de liderar a comitiva italiana em São Paulo.

Adolfo Urso explicou que a União Européia e a Itália estão dispostas a facilitarem a entrada de bens agrícolas, desde que o Brasil melhore sua oferta na área quanto aos produtos industrializados.

Ele defendeu a liberalização do mercado de bens manufaturados de países como Brasil, Índia e China. Na opinião de Urso, as negociações da Rodada Doha, ainda travadas, poderão ser concluídas até o final deste ano.

Além disso, Mercosul e União Européia devem continuar negociando o acordo de livre-comércio entre os dois blocos. “Precisamos chegar a essa conclusão antes que os países da América formem a Área de Livre Comércio das Américas [Alca]”, afirmou.

Mercosul e Israel aparam arestas para acordo comercial

Cerca de 120 executivos de empresas israelenses instaladas no Brasil e empresários brasileiros, estão preocupados com os rumos das negociações para a formação de uma área de livre-comércio entre o Mercosul e Israel.

Por essa razão, eles se reunirão no próximo dia 5 de abril, em São Paulo para tentar resolver os impasses e tentar fechar um texto comum.

O encontro acontecerá na sede da Fiesp e contará com a presença dos embaixadores Joseph Gal [chefe do Departamento Econômico do ministério de Relações Exteriores de Israel] e Régis Arslanian [chefe do Departamento de Negociações Internacionais do Itamaraty].

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