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Joint Ventures

Brasil e Japão terão cooperação espacial

Brasília – O ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, reuniu-se com o diretor da Japan Aeroespace Exploration Agency (Jaxa), Hideshi Kozawa, nesta terça-feira, 31, para discutir o modelo de cooperação espacial que Brasil e Japão pretendem adotar.

Para Marco Antônio Raupp, é fundamental que os esforços conjuntos abarquem tecnologia, aplicação e indústria. Ele enviará uma comitiva ao Japão em março para dar continuidade às negociações.

Raupp propôs o Programa Internacional de Medidas de Precipitação (Global Precipitation Measurement – GPM), desenvolvido pela agência espacial japonesa e pela National Aeronautics and Space Administration (Nasa, dos EUA) e aberto à participação internacional por meio de agências espaciais e meteorológicas, como ponto de partida da cooperação.

De acordo com o MCT, a iniciativa visa monitorar globalmente, por meio de satélites, as precipitações na atmosfera, em alta resolução temporal. O Brasil participa do programa com campanhas científicas, desenvolvimento de algoritmos e desenvolvimento de um satélite da constelação.

Raupp destacou que o país está consolidando o Sistema Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais e um acordo nesse âmbito poderia ter um impacto muito positivo. “A idéia é começar com algo bem concreto, e depois estimular a ampliação dos trabalhos conjuntos”, afirmou.

Ele destacou ainda as cinco décadas de existência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e a cooperação brasileira com a China.

Seminários

Nos dias 1º e 2 de fevereiro, representantes governamentais e industriais dos dois países se reunirão em seminários na Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília, e no Inpe, em São José dos Campos para apresentar as respectivas ações em andamento, tecnologias e interesses.

Os eventos, com o objetivo de já engatilhar projetos conjuntos, têm a Embaixada do Japão em Brasília como coorganizadora.

Entre os temas programados estão o Programa Espacial do Japão e o uso de satélites na proteção do meio ambiente e na redução do impacto dos desastres naturais; a cooperação internacional do Japão e as aplicações industriais dos conhecimentos e tecnologias espaciais; e as possibilidades de cooperação espacial Brasil-Japão com parcerias entre os setores público e privado, bem como de cooperação com países sul-americanos no uso dos conhecimentos espaciais. A colaboração estará em pauta tanto no campo das joint ventures quanto no das instituições de pesquisa científica e tecnológica.

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