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Força de Paz

17 de novembro de 2016
por: InfoRel
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Brasília - Brasil e Líbano pretendem fortalecer a cooperação em Defesa a partir da visita do ministro Raul Jungmann a Beirute, realizada entre os dias 2 e 4 deste mês. O ministro esteve no Líbano também para homenagear os cinco anos da participação do Brasil no comando da Força-Tarefa Marítima da Missão das Nações Unidas (UNIFIL) naquele país.



Na oportunidade, Jungmann encontrou-se com o ministro da Defesa do Líbano, Samir Moqbel, e deu início às negociações do futuro acordo de Defesa entre os dois países e o convidou a visitar o Brasil em 2017. Por sua vez, Moqbel destacou a importância da cooperação no âmbito das escolas militares e as recentes aquisições de aviões Super Tucano e carros de combate Guarani.



Jungmann também reuniu-se com o comandante das Forças Armadas libanesas, general Jean Kahwaji, quando recebeu os agradecimentos pela participação da Marinha na missão de paz das ONU. Kahwaji destacou o treinamento e a assistência mútua entre as forças navais do Brasil e do Líbano e sugeriu que a cooperação também fosse feita com o Exército e a Aeronáutica.



Na quarta-feira, 2, o ministro da Defesa participou da cerimônia em comemoração aos cinco anos da participação da Marinha na Força-Tarefa Marítima. “Há cinco anos o Brasil assumiu o comando da primeira Força-Tarefa Marítima a integrar uma operação de paz na história das Nações Unidas. É uma enorme satisfação estar aqui, a bordo da Fragata Liberal, para celebrar esse lustro”, afirmou.



“Criada há dez anos com a missão de patrulhar a costa libanesa, evitar a entrada ilegal de armas no país e contribuir para o adestramento da Marinha do Líbano, a Força-Tarefa Marítima soma esforços com os demais componentes militares e civis da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, a UNIFIL, em prol da manutenção da estabilidade na região”, destacou o ministro.



Ele enfatizou ainda que “após os primeiros cinco anos de operação da Força-Tarefa, elevamos o nível de nossa contribuição para o esforço de paz da ONU e de nossa responsabilidade perante a comunidade internacional ao assumir o comando desse importante e inédito esforço”. Neste período, seis almirantes brasileiros exerceram o cargo de Comandante da Força e vários de navios brasileiros já atuaram como seu capitânia, alguns por até três missões intercaladas, como é o caso da Fragata Liberal.



“O Brasil tem mantido a liderança da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL não apenas por causa da eficiência com que nosso pessoal vem desempenhando suas atividades, mas também por não haver qualquer restrição ao exercício dessa liderança por parte da ONU ou de quaisquer dos partidos envolvidos no processo de paz”, lembrou Jungmann.



Segundo ele, “em tempos de instabilidade geopolítica e incerteza do ponto de vista da segurança internacional, torna-se especialmente importante o esforço de colocar-se no lugar do outro e de cultivar princípios como a solução pacífica de conflitos, que fundamentam as Nações Unidas desde sua criação e que também norteiam a atuação externa do Brasil”.



Força-Tarefa Marítima completa dez anos de operação no Líbano



A Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) completou, em 15 de outubro, dez anos de operação naquele país. Uma cerimônia militar, no porto de Beirute, no dia 21, marcou a celebração da primeira e única força naval a integrar uma missão de manutenção de paz das Nações Unidas.



De acordo com a Marinha, o evento contou com as presenças do Chefe da Missão e Force Commander da UNIFIL, General de Divisão Michael Beary, do Exército da Irlanda; do membro do Conselho Militar do Líbano, representando o Comandante das Forças Armadas, General de Divisão Georges Chreim; do Comandante em Chefe da Marinha libanesa, Contra-Almirante Majed Alwan; de diversas autoridades civis e militares e de membros do corpo diplomático.



Na ocasião, o Comandante da FTM, Contra-Almirante Claudio Henrique Mello de Almeida ofereceu uma placa de reconhecimento aos representantes dos 15 países que integraram a Força, incluindo os seus atuais componentes: Alemanha, Bangladesh, Brasil, Grécia, Indonésia e Turquia. Ao final da cerimônia, uma placa comemorativa foi descerrada pelo Force Commander da UNIFIL e pelo representante das Forças Armadas libanesas.



O General Beary destacou, em seu discurso, o papel da FTM na prevenção à entrada ilegal de armas, por mar, no território do Líbano, bem como no adestramento das forças navais do país, tarefas que compõem os dois pilares da missão da Força-Tarefa.



Ele fez especial menção à contribuição do Brasil que, desde 2011, tem liderado a FTM. Afirmou, ainda, que “nestes últimos dez anos a Força-Tarefa Marítima lançou as bases de uma doutrina naval para as Nações Unidas”, fazendo alusão ao Manual de Operações Marítimas de Manutenção de Paz, publicado em fins de 2015, com base na experiência adquirida pelo componente naval da UNIFIL.



O Contra-Almirante Mello, por sua vez, ressaltou que “a detecção e identificação, pelos navios e helicópteros da Força, de embarcações envolvidas em atividades suspeitas, não apenas contribuem para a prevenção da entrada de armas não autorizadas, mas também beneficiam outras ações de imposição da lei por autoridades libanesas”, lembrando a interceptação, pela Fragata “Independência”, em junho deste ano, de uma embarcação de recreio, posteriormente apreendida pela Marinha do Líbano, com 2,5 toneladas de drogas ilícitas a bordo.



O Brasil vem exercendo a liderança da FTM por mais da metade dos dez anos de existência da Força, tendo assumido o seu comando desde fevereiro de 2011 e, a partir de novembro do mesmo ano, enviado regularmente navios para atuarem como capitânia.


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