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Brasil e Líbia iniciam processo de reaproximação

Brasil e Líbia iniciam processo de reaproximação

Brasília – O Brasil não endossou a intervenção militar da OTAN na Líbia e pagou caro por isso. Foi criticado pela comunidade internacional e pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), reconhecido como governo líbio na 66ª Assembleia-Geral da ONU em outubro de 2011, em decisão apoiada pelo Brasil. Aos poucos, esta imagem começa a mudar.

Nesta semana, o deputado federal Adrian Mussi (PMDB-RJ), presidente do Grupo Parlamentar Brasil – Líbia, esteve em Trípoli onde se reuniu com o presidente Mohamed Al Magarief.

Segundo ele, o Brasil é um dos países considerados parceiros e cortejados para ampliar os acordos nas áreas de construção civil, agrícola, bens de consumo e serviços.

Acompanhado do embaixador do Brasil em Tripoli, Afonso Carbonar, Mussi percorreu várias cidades líbias e conversou também com representantes da sociedade civil. Ele afirmou que os líbios estão focados na construção de um novo país e contam com o apoio brasileiro.

Além do governo líbio, empresários do país também manifestaram interesse em aprofundar o intercâmbio com o Brasil. A principal preocupação no país é com a geração de empregos e renda.

O presidente Al Magarief quer incentivar projetos que gerem industrialização, aperfeiçoamento profissional e oportunidades para os jovens. A Líbia tem grande interesse nos programas sociais implementados no Brasil.

Afonso Carbonar explicou que “comparando os dias de hoje com agosto houve um salto qualitativo imenso. A presença de um parlamentar brasileiro aqui, trazendo propostas e ouvindo as demandas, é espetacular. Fomos muito bem-recebidos pelo presidente da República e pelas autoridades do país”. Ele está no posto há apenas quatro meses.

A Líbia tem 6,5 milhões de habitantes e é, na definição de Carbonar, um país multicultural. Cerca de 84% da população é alfabetizada e a Líbia é dona da 9ª maior reserva de petróleo do mundo e da 25ª de gás natural. O PIB líbio é da ordem de US$ 100 bilhões.

O embaixador revelou ainda que somente com o Brasil há uma carteira de projetos e negócios estimada em US$ 5,8 bilhões, mas que pode chegar aos US$ 10 bilhões em cinco anos.

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