Brasil

Cooperação Científica
23/09/2016
Cooperação Militar
23/09/2016

Cooperação Científica

Brasil e Noruega renovam cooperação científica até 2020

Brasília – Os ministros da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil, Gilberto Kassab, e da Educação e Pesquisa da Noruega, Torbjørn Røe Isaksen, assinaram nesta terça-feira, 20, declaração conjunta para fortalecer a cooperação bilateral e estender até 31 de março de 2020 o compromisso estabelecido em 2008 entre os dois países.

Brasil e Noruega pretendem lançar chamadas públicas conjuntas e fortalecer o intercâmbio de pesquisadores por meio de acordos já firmados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com Conselho de Pesquisa da Noruega (RCN).

A estratégia norueguesa de ciência, tecnologia e inovação para o período de 2016 a 2020, conhecida como Panorama, colocou o Brasil como um dos seis países prioritários para cooperação fora da União Europeia. Esta parceria permitirá que a Noruega receba alunos brasileiros, como aconteceu nos últimos anos pelo programa Ciência Sem Fronteiras, mas também o envio de estudantes noruegueses para universidades brasileiras.

Para o Brasil, a Noruega é uma referência em termos de ciência brasileira. Em 2013, os dois países formalizaram o interesse de cooperar em petróleo e gás por meio da Estratégia Brasil-Noruega para o Século 21(BN 21). Em 2015, Finep e RCN lançaram um edital para apoiar parcerias entre empresas e instituições de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias para o setor. Enquanto a Finep aportou R$ 5 milhões para subvenção econômica, o conselho de pesquisa nórdico contribuiu com R$ 4,4 milhões em recursos não reembolsáveis.

Os projetos apoiados são desenvolvidos nas áreas de tecnologias ambientais e submarinas e recuperação avançada de petróleo.

Os dois países também cooperam em temas ligados às mudanças climáticas, especialmente por meio da colaboração da Noruega com o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a fim de captar investimentos em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável da floresta amazônica.

Além disso, o Brasil tem interesse em colaborar com a Noruega em pesquisas polar, no Ártico ou na Antártica, por meio do acesso de cientistas brasileiros à base de Svalbard. Ao mesmo tempo, os colegas noruegueses aproveitariam a infraestrutura brasileira no Atlântico Sul e Antártica.

Reino Unido

O ministro Gilberto Kassab também recebeu o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alexander Ellis, que apresentou a iniciativa FameLab Brasil de aproximação entre cientistas e o público. O projeto está presente em 32 países.

Trata-se de uma espécie de laboratório da fama em que os cientistas expõem os seus trabalhos em três minutos de uma forma competitiva. As pessoas podem votar e escolher os melhores projetos. O Reino Unido já tem o FameLab funcionando em diversas partes do mundo e a ideia é ampliar para todo o país.

Brasil e Reino Unidos também estão dialogando sobre um acordo de cooperação entre o MCTI e o serviço britânico de meteorologia, o Met Office, em torno de modelagem climática, ciclo de carbono e desastres naturais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *