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Brasil e Paraguai buscam impulsionar integração produtiva e aumentar corrente de comércio

Brasil e Paraguai buscam impulsionar integração produtiva e aumentar corrente de comércio

25 de agosto de 2017
por: InfoRel
Brasília - Brasil e Paraguai pretendem firmar um acordo automotivo a fim de impulsionar a integração produtiva e aumentar a corrente de comércio entre os dois países. A informação é do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, que participou nesta segunda-feira, 21, das reuniões de trabalho entre os presidentes Michel Temer e Horácio Cartes, ao lado de vários ministros de Estado.

No próximo dia 15 de setembro, Marcos Pereira se reunirá com o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, durante a reunião de ministros de Comércio do MERCOSUL, em São Paulo.

De janeiro a julho de 2017, as exportações brasileiras ao Paraguai cresceram 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,4 bilhões. Já as importações brasileiras provenientes do Paraguai cresceram 5,71% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 688 milhões.

Dessa forma, a balança comercial com o Paraguai resultou em superávit de US$ 759 milhões para o Brasil nos primeiros sete meses de 2017. No mesmo período do ano anterior, houve superávit de US$ 492 milhões. A corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 2,137 bilhão entre janeiro e julho de 2017, aumento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando somou US$ 1,795 bilhão. O país foi o 23º com maior fluxo de comércio com o Brasil neste ano.

A pauta de exportações para o Paraguai é bastante desconcentrada. Os principais produtos exportados pelo Brasil ao Paraguai no ano corrente foram adubos (5,2%); máquinas agrícolas (3,8%); calçados (3,5%); veículos de carga (2,9%); automóveis de passageiros (2,6%); e cerveja de malte (2,6%).
Já as importações brasileiras do Paraguai concentraram-se em: jogos de fios para veículos (15,4%); soja (11,85%); arroz parboilizado (9%); carnes de bovinos (8%); trigos (8%); milho (7,6%); cobertores e mantas (4,5%); arroz não parboilizado (3,7%).

Em 2016, as exportações brasileiras para o Paraguai diminuíram 10,2% em relação ao ano anterior, passando de US$ 2,4 bilhões para US$ 2,2 bilhões. As importações brasileiras do Paraguai cresceram 38,3% em relação ao ano anterior, passando de US$ 884 milhões para US$ 1,2 bilhões.

Diante desses números, a balança comercial com o Paraguai resultou em superávit de US$ 998 milhões em 2016. No ano anterior, houve superávit de US$ 1,58 bilhão. Por sua vez, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 3,4 bilhões em 2016, aumento de 2,6% em relação ao ano anterior, quando a corrente de comércio somou US$ 3,35 bilhões.

Os principais produtos brasileiros exportados para o Paraguai em 2016 foram: adubos ou fertilizantes contendo nitrogênio, fosforo e potássio (6%); cerveja de malte (2,8%); maquinas e aparelhos p/uso agrícola (exceto trator) (2,8%); fumo em folhas e desperdícios (2,5%); inseticidas, formicidas, herbicidas e produtos semelhantes (2,5%); polímeros de etileno, propileno e estireno (2,2%); calçados (2,1%); preparações utilizadas na alimentação de animais (1,8%); pisos e revestimentos cerâmicos (1,6%); automóveis de passageiros (1,6%). As importações concentraram-se em milho (18,7%); trigo (14,5%); carne de bovino (10,9%); arroz (10,4%); Fios para uso automotivo (10%); soja (9,6%).

Dupla tributação

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul, Sergio Longer e o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, discutiram nesta segunda-feira, 21, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o potencial para o aumento dos investimentos entre os dois países. Na oportunidade, constatou-se que Brasil e Paraguai precisam negociar um acordo para evitar a dupla tributação a empresas brasileiras que operam no país vizinho.

As prioridades do setor industrial foram apresentadas ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, que foi recebido por empresários, representantes setoriais e parlamentares após encontro com o presidente Michel Temer.

De acordo com a CNI, o Brasil é o principal investidor no Paraguai em número de projetos, principalmente nos setores de alimentos, tabaco, construção civil, serviços financeiros, transporte, têxtil, tecnologia da informação e máquinas e equipamentos.

Desta forma, um acordo para pôr fim à bitributação teria impacto positivo nas operações de pagamentos de serviços e royalties. "Esta medida certamente vai contribuir para melhorar o ambiente de negócios e o nosso fluxo comercial", afirmou Sergio Longen. Atualmente, no âmbito do MERCOSUL, o Brasil só tem um tratado desta natureza com a Argentina.

Horacio Cartes, por sua vez, reiterou a importância de fortalecer as relações de seu país com o Brasil e lembrou como a integração produtiva beneficia a economia do bloco. "O Paraguai é uma alternativa real e vantajosa para que o Brasil substitua as importações da China. Nosso custo é similar, com mais qualidade e a vantagem de estarmos muito mais próximos", afirmou.

Atualmente, 120 empresas brasileiras operam no país vizinho, sendo 85 sob o regime de Maquila. A lei estabelece isenção de impostos para importação de bens de capital, imposto de renda e cobrança de imposto único de 1% sobre o faturamento. Para ser beneficiário do sistema, a empresa não pode encerrar a atividade no país de origem.

Além do acordo tributário, a CNI também defendeu um acordo automotivo para reduzir ou zerar tarifas de importação, bem como a implementação, por parte do Paraguai, do Acordo de Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC). "O MERCOSUL é muito afetado por barreiras de burocracia aduaneira. A implementação reduzirá documentos e formalidades para o comércio bilateral", defendeu Longen.

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