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Brasil e Paraguai fortalecem cooperação em Segurança e Inteligência

Brasília – Os governos do Brasil e do Paraguai decidiram fortalecer a cooperação bilateral em matéria de Segurança e Inteligência. Para tanto, os ministros do Interior, Lorenzo Lezcano, e das Relações Exteriores, Eladio Loizaga, receberam em Assunção, nesta segunda-feira, 28, uma comitiva brasileira liderada pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen.

Representantes dos dois países se centraram nos trabalhos realizados interna e externamente no âmbito da fronteira comum onde têm sido registrados delitos relacionados com o narcotráfico e o crime organizado transnacional.

Segundo Etchegoyen, “estes grupos delitivos não têm fronteiras, o que obriga a que os países se organizem e se unam para enfrentá-los no que diz respeito à pirataria, tráfico de armas, tráfico de pessoas, e drogas, que são crimes que preocupam todos os países sul-americanos”, afirmou.

Do lado paraguaio também participaram o ministro da Secretaria Nacional Antidrogas, Hugo Vera Quintana, e integrantes da Polícia Nacional. O Brasil contou ainda com representantes da Embaixada em Assunção e dos organismos de Inteligência e Segurança.

Exército do Povo Paraguaio

Na semana passada, os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e do Paraguai, Eladio Loizaga, se reuniram em Brasília onde foram tratados temas da agenda bilateral, incluindo questões de Segurança. O Paraguai conta com a cooperação brasileira para o combate do chamado Exército do Povo Paraguaio (EPP), organização vinculada ao narcotráfico e ao terrorismo.

Na última sexta-feira, 24, foram presos na cidade de Itaquaquecetuba (SP), os paraguaios Óscar Luis Benítez, codinome “Male’i”, envolvido no sequestro e assassinato de Cecília Cubas, filha do então presidente daquele país, Raul Cubas Grau, e Lorenzo González, procurado pelo sequestro de Fidel Zavala, importante criador de gado no Paraguai.

Além disso, “Male’i” era o principal colaborador de Osmar Feliciano Martínez, responsável pelo recrutamento de membros para o EPP e partícipe do assassinato de Cecília Cubas.  Lorenzo González foi quem ativou o braço político da organização, o Partido Pátria Libre.

Ambos eram procurados há mais de dez anos e deverão ser extraditados para julgamento no Paraguai.

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