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Comércio

Brasil e Peru discutem ampliar comércio bilateral

Brasília – Autoridades e técnicos brasileiros e peruanos reuniram-se nesta quinta-feira, 23, no Rio de Janeiro, para discutir formas de facilitar e intensificar o comércio bilateral de bens e serviços, assim como o fluxo de investimentos entre os dois países. Em 2014, o Brasil exportou para o Peru US$ 1,8 bilhão e importou US$ 1,71 bilhão, alcançando um superávit de US$ 106 milhões.

O Secretário de Comércio Exterior do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, afirmou que o encontro marca a retomada da agenda bilateral de monitoramento de comércio com vários países, que deve ser intensificada este ano.

"Estamos construindo o plano nacional de exportações e a retomada da agenda de bilaterais é fundamental para identificarmos oportunidades que possibilitem o aumento das vendas externas brasileiras", explicou. Para Edgar Vásquez, vice-ministro de Comércio Exterior do Peru e chefe da delegação peruana, a reunião reitera o compromisso de aprofundar de maneira ambiciosa a relação com o Brasil.

Durante o encontro, as duas delegações discutiram temas relacionados a investimentos, serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, medidas sanitárias e fitossanitárias e questões que dizem respeito a regulamentações técnicas para acesso aos dois mercados. Um dos principais temas foi a apresentação do modelo brasileiro de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), que tem como objetivo melhorar o ambiente jurídico e fomentar investimentos recíprocos.

O MDIC informou que os principais pilares do acordo, aprovados pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) em 2013, são a melhoria da governança institucional, o estabelecimento de agendas temáticas para a cooperação e a facilitação dos investimentos e a implantação de mecanismos para mitigação de riscos e prevenção de controvérsias. "O Peru figura entre os países prioritários para negociações futuras do ACFI", garantiu Godinho.

O Acordo propõe ainda o estabelecimento de pontos focais em cada país, além da criação de um comitê conjunto intergovernamental. O ponto focal tem o papel de atuar como um facilitador na relação técnica entre investidores e o governo do país receptor.

O primeiro ACFI foi celebrado entre Brasil e Moçambique, em março deste ano, pelo ministro Armando Monteiro. Em abril, o Brasil também firmou um ACFI com Angola.

Intercâmbio

Em 2014, 92% da pauta das exportações brasileiras ao Peru foi formada de produtos manufaturados. Os principais produtos brasileiros vendidos para aquele mercado foram máquinas e aparelhos para terraplanagem; polímeros de etileno, propileno e estireno; e chassis com motor e carroceria para automóveis.

Em relação às importações brasileiras do Peru, em 2014, a pauta distribuiu-se em: manufaturados (50%), semimanufaturadas (26%) e básicos (25%). Os principais itens comprados pelo Brasil, no período, foram naftas, catodos de cobre e minérios de cobre.

De janeiro a dezembro do ano passado, 2.875 empresas brasileiras exportaram para o Peru e 761 importaram daquele mercado.

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