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Brasil e Peru querem fortalecer relação comercial

Brasil e Peru querem fortalecer relação comercial

Os presidentes brasileiro e peruano, Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García, afirmaram em reunião realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que a relação comercial entre os dois países pode dobrar rapidamente.

Atualmente, o volume negociado entre ambos é muito baixo. No ano passado, a balança comercial bilateral movimentou cerca de US$ 2,6 bilhões. O Brasil foi responsável por apenas 1,03% das vendas externas do Peru. Já os investimentos brasileiros movimentaram US$ 235 milhões no país vizinho, em 2006.

“Finalmente a América do Sul começou a se descobrir. Quanto tempo perdemos achando que a solução para os problemas estava do outro lado do Atlântico! Por isso, ainda hoje não somos um continente mais desenvolvido”, reconheceu o presidente brasileiro.

Para Lula, o Brasil contribui para mudar a geografia do comércio global. “Resolvemos dizer ao mundo que existimos e que o Brasil não quer ser coadjuvante nesse cenário. Estamos começando a descobrir similaridades e oportunidades entre nós. Descobrimos que o Brasil tem, através do Peru, centenas de oportunidades de investimentos”.

Em dois dias, foram realizados 900 encontros em quatro rodadas de negócios com o objetivo de ampliar a pauta comercial entre os dois países. O evento realizado na Fiesp contou com o apoio da embaixada do Peru no Brasil.

Crise econômica

O presidente do Peru, Alan García Perez, afirmou que a aproximação entre os países da América do Sul é fundamental para evitar efeitos negativos da crise econômica mundial.

Segundo ele, “a melhor maneira de resistir à crise dos Estados Unidos e da Europa é investirmos na integração sul-americana”. Para tanto, defendeu a reconstrução dos instrumentos da integração continental como o Pacto Andino e o Mercosul.

García destacou ainda a importância de o Brasil e o Peru destravarem as ferramentas de troca comercial para ampliarem a pauta de importações e exportações.

Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp, “temos que falar em pós-Doha, em alianças bilaterais. As empresas brasileiras têm oportunidades grandes de investir no Peru, como nos setores de siderurgia, cimentos e fertilizantes. Elas podem ampliar de forma significativa os seus investimentos em nosso vizinho, que ficará ainda mais perto com o corredor interoceânico”, avaliou.

“Estamos aqui para oferecer o Peru como plataforma desse imenso país. Nossa localização geográfica é conveniente para o Brasil. Para quê contornar o continente, se podemos seguir em frente?”, questionou Alan Garcia numa referência à construção do corredor interoceânico, rodovia com 5,9 mil quilômetros que interligará a Amazônia brasileira ao porto de San Juan, no Pacífico.

Além disso, o Peru pode ser uma importante ponte para os produtos brasileiros no exterior através dos acordos de livre comércio que mantêm. Em janeiro de 2009, entrará em vigor tratado comercial com os Estados Unidos.

Petroquímica

O presidente da estatal peruana Petroperú, César Gutiérrez, confirmou que o governo peruano busca uma parceria com a Petrobras e a colombiana Ecopetrol para a construção de uma petroquímica no país.

A obra transportará o material da área petrolífera de Cueca del Marañon até Bajovac no terminal norte. Com investimento previsto de US$ 870 milhões, o projeto possibilitará a extração de 100 mil barris de petróleo. Estima-se que a obra seja concluída em 2013.

Alan García destacou ainda o interesse peruano em investimentos na mineração (produção de cobre, prata e zinco), gás, eletricidade (o Peru aproveita apenas 5% dos seus recursos hídricos), infra-estrutura (construção de portos, estradas e aeroportos), agricultura, turismo (aumento do número de vôos entre Brasil e Peru e de turistas brasileiros naquele país), e pesca.

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