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Cooperação Estratégica

Brasil e Reino Unido assinam acordo de Defesa

Os governos do Brasil e do Reino Unido assinaram na última terça-feira, 14, no Rio de Janeiro, Acordo de Cooperação em Assuntos de Defesa.

 

O Almirante Julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha, assinou pelo Brasil na qualidade de Ministro-interino da Defesa, em substituição ao ministro Nelson Jobim que está em viagem oficial à Europa.

 

O Reino Unido foi representado pelo Ministro-Adjunto da Defesa, Gerald Howarth.

 

Em sua viagem, Jobim também assinou dois acordos semelhantes, com a República Tcheca e Ucrânia.

 

O ministério da Defesa informou que o acordo com o Reino Unido não está vinculado a qualquer negociação comercial específica entre os dois países.

 

Brasil e Reino Unido pretendem desenvolver a cooperação em longo prazo na área de defesa, envolvendo parcerias industriais, transferência de tecnologia, educação e treinamento, entre outros.

 

O acordo se baseia nos princípios da igualdade e reciprocidade entre as partes e tem o objetivo de promover parcerias especialmente em pesquisa e desenvolvimento de suporte logístico, tecnologias de segurança, aquisição de produtos e serviços de defesa, atividades de manutenção de paz, e troca de instrutores militares, entre outros.

 

Cooperação

 

O ministro-adjunto britânico para Segurança e Estratégia Nacional chegou ao Brasil na terça-feira, 14, para uma visita de três dias.

 

Gerald Howarth veio ao país entregar pessoalmente a oferta britânica para a construção conjunta de novos navios para a Marinha brasileira além de assinar o acordo de cooperação na área de Defesa.

 

Howarth enfatizou que o acordo de cooperação de defesa foi “projetado para reforçar o compromisso de longo prazo do Reino Unido com o Brasil”.

 

“Estamos falando de programas práticos para colocar consistência a este tratado em torno de parceria para a construção de um novo navio global de combate. É um momento muito instigante para nós do Reino Unido e espero que também para o Brasil, afirmou.

 

Segundo ele, a Marinha brasileira requer cinco navios de patrulha da costa, um navio de apoio logístico e cinco navios de escolta.

 

A proposta governo a governo, inclui um novo navio de combate global, com defesa anti-aérea, com o qual o Brasil poderá se beneficiar da transferência de tecnologia.

 

De acordo com Howarth, “ao contrário de outros países, temos uma experiência real em transferir tecnologia, como fizemos com a Índia no setor aéreo. Esperamos que este navio possa ser construído de forma modular, similar aos nossos Type 45 (Destroyer) sendo construído em vários estaleiros britânicos, o que poderá ser benéfico para o Brasil, porque diferentes estaleiros poderão construir diferentes partes no Brasil”.

 

O ministro também chamou atenção para a confiabilidade dos navios britânicos, muitos dos quais comprados no passado pela Marinha brasileira.

 

“Temos uma história de prover fragatas ao país e temos também uma necessidade no Reino Unido de construir novas fragatas para nosso uso. Acreditamos que através de um acordo de governo a governo com a participação da BAE Systems, podemos oferecer uma solução na qual os brasileiros possam confiar”, explicou.

 

Ele admitiu que o Reino Unido está  atrás de outros países na oferta, mas ressaltou que um dos benefícios para os brasileiros é que eles serão capazes de influenciar o projeto, ao invés de receber um pacote fechado. E estamos oferecendo um projeto governo a governo. Minhas discussões com o embaixador do Brasil em Londres, na semana passada e com o Almirante Moura Neto, indicam que o Brasil está aberto para estudar nossa proposta”.

 

Na opinião do embaixador do Reino Unido no Brasil, Alan Charlton, “este tratado de defesa é parte de um esforço muito maior do governo britânico de coalizão para fortalecer o relacionamento com países emergentes como o Brasil. É por isto que tivemos há duas semanas uma outra visita de um ministro, Vince Cable, de Negócios e Inovação.”

 

Ainda segundo Charlton, “este é um tratado de defesa muito importante e o próximo passo será trabalhar os detalhes em áreas chave em que iremos desenvolver a parceria”.

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