Defesa

Economia
17/02/2016
Encontro
17/02/2016

Cooperação Militar

Brasil e Suécia promovem encontro para fortalecer parceria em Defesa

Brasília – Representantes das Forças Armadas do Brasil e da Suécia se reuniram nesta segunda-feira, 15, no III Encontro Bilateral do Grupo de Defesa, com o objetivo de fortalecer e estreitar as relações técnico-militares entre os dois países. De acordo com o ministério da Defesa, o encontro também serviu para identificar possibilidades de cooperação e de trocas de experiências entre os militares brasileiros e suecos.

Brasil e Suécia também discutiram aspectos ligados às operações de paz das quais as Forças Armadas brasileiras participam. O Subchefe de Assuntos Internacionais do MD, general Fernando Rodrigues Goulart, proferiu a palestra "As operações de Paz e Perspectivas Brasileiras". Goulart expressou uma visão positiva em relação à Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) e à Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL).

“Tanto a Minustah, no Haiti, desde 2004, quanto o componente marítimo no Líbano fazem parte do nosso histórico de missões de paz das Nações Unidas. Eles evoluíram para um mandato ambicioso e de estratégia política”, afirmou.

O general destacou ainda que estas missões tinham, inicialmente, um propósito de pacificação, mas com o tempo, evoluíram para missões multifuncionais. Ele enfatizou ainda a importância de um planejamento para a gestão de conflitos em operações desse tipo.

“Deve haver uma paz, que deve ser mantida. A gestão de conflitos existe para proteger os civis e, ao mesmo tempo, gerir desordens e ter certos cuidados na utilização de abordagem em locais complexos, como aqueles onde estão nossas tropas”, explicou.

Jogos Olímpicos 2016

O general Luiz Felipe Linhares Gomes, assessor especial para Grandes Eventos do MD, apresentou o planejamento de segurança para os Jogos Olímpicos Rio 2016 e os desafios do evento.

Ele explicou que as ações de Defesa nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos para este ano estão destacadas no planejamento para o enfrentamento contraterrorismo e nos treinamentos conjuntos para que a atuação das Forças Armadas seja coordenada. Por meio destas operações, é possível verificar, também, quais deficiências precisam ser corrigidas, como mudanças de planejamentos e aquisição de novos equipamentos.

Cooperação bilateral

Os militares da Suécia ofereceram ao Brasil cursos na Unidade de Defesa Sueca, que funciona como um departamento de pesquisa conjunto e atende às três Forças do país. Uma dessas unidades é o “Nordic Center for Gender in Military Operations(NCGM) – Centro Nórdico de Gênero em Operações Militares –, que já tem parcerias com Finlândia, Noruega e Dinamarca.

As primeiras reuniões exploratórias entre Brasil e Suécia começaram ainda em 2014. Em junho de 2015, ocorreu a segunda reunião do grupo de trabalho em Estocolmo. Durante os encontros anteriores, foram debatidos diversos pontos de interesse em possíveis áreas cooperações. Hoje, os dois países já realizam trocas de experiências em áreas específicas, como defesa cibernética com a visita de uma delegação sueca ao Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) do Exército.

Além disso, novos eventos estão sendo programados, como destacou o coronel Werner Wilhelm Bonnet, gerente da seção de cooperação internacional do Ministério da Defesa: “Estamos programando visitas com o objetivo de conhecer os centros de simulação e os jogos de guerra que a Suécia tem desenvolvido. A Suécia ofereceu ao Brasil a oportunidade de conhecer equipamentos de radares que operam em baixa freqüência. É interessante estudar o caminho de pesquisa que o país adotou”.

Parcerias futuras

No encontro, também foram debatidaa a participação brasileira no exercício conjunto de forças de paz “Viking 18 Exercise – Peace Support” (Exercício Conjunto de Apoio à Paz). “Para isso, vamos participar do planejamento, que deverá ocorrer ainda esse ano. Pretendemos enviar militares para as reuniões de planejamento do exercício, que envolve não só as Forças Armadas suecas, mas também vários órgãos, inclusive a Organização das Nações Unidas”, afirmou Bonnet.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *