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Brasil e China buscam convergências no comércio ex
26/06/2012
Cooperação
26/06/2012

Brasil e Turquia incrementam em US$ 7 bi as relaçõ

Brasil e Turquia incrementam em US$ 7 bi as relações comerciais

Brasília – A presidente Dilma Rousseff reuniu-se com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, à margem da Rio+20, para discutir a ampliação da parceria bilateral com a intensificação do comércio entre os dois países.

Eles decidiram intensificar as trocas comerciais com investimentos em setores estratégicos para incrementar o atual resultado comercial, que alcança cerca de US$ 3 bilhões. Brasil e Turquia pretendem elevar esse volume para US$ 10 bilhões.

De acordo com o chanceler Antonio Patriota, “a Turquia e o Brasil têm níveis de desenvolvimento semelhantes. Cada país tem força em setores diferentes”.

O ministério das Relações Exteriores informou que a Turquia abriu, recentemente, um escritório de promoção comercial e turística em São Paulo. “Uma área que é muito interessante [na Turquia] é a área dos trens de alta velocidade. Tem algumas licitações. Investimentos geram comércio”, afirmou Patriota.

Dilma Rousseff e Recep Erdogan também discutiram a ampliação e troca de experiências em torno de programas sociais. O governo turco tem um Ministério de Desenvolvimento Urbano que promove a construção de moradias populares, em moldes semelhantes ao do programa brasileiro Minha Casa, Minha Vida.

“Há ainda um grande potencial de intercâmbio na área industrial e na área agrícola. O empresariado está muito ativo na busca dessas oportunidades”, revelou o chanceler brasileiro.

Política

O Itamaraty lembra ainda que a relação estreita que os dois países mantém contempla outras negociações no Oriente Médio. A Turquia é tida como uma nação conciliadora na região.

Durante o governo Lula, Brasil e Turquia construíram a Declaração de Teerã em torno de uma solução pacífica para a crise envolvendo o Programa Nuclear iraniano.

Os dois países intermediaram reuniões em busca do fim das sanções internacionais ao Irã, com a mediação de um texto para a venda de urânio enriquecido.

No entanto, esses esforços foram rejeitados pelos países centrais. O impasse persiste desde então, mesmo diante das repetidas declarações do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reafirmando o caráter pacífico do programa nuclear.

A Declaração de Teerã poderia ser retomada ainda em 2012 pelo chamado P5+1, grupo que negocia um acordo com o Irã. O assunto foi tratado pelo presidente Ahmadinejad com o primeiro-ministro turco. A presidente brasileira se recusou a receber o líder iraniano durante a Rio+20.

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