Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 07h52

Livre Comércio

11 de maio de 2015
por: InfoRel
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Brasília – No dia 21 de maio, os presidentes Tabaré Vázquez, do Uruguai, e Dilma Rousseff, do Brasil, se reunirão em Brasília para discutir a proposta de acordo de livre comércio a ser apresentada pelo Mercosul à União Europeia. Para o governo uruguaio, o acordo comercial e a cooperação com o bloco europeu são prioritários.



O chanceler Rodolfo Nin Novoa, revelou que apesar de ser esta a primeira visita ao Brasil do novo presidente uruguaio, Tabaré e Dilma conversaram a respeito da agenda bilateral e o acordo com a UE durante a Cúpula das Américas realizada em abril no Panamá.



“Esperamos ter a lista definitiva de temas a tratar, mas desde já os pontos que serão abordados são relativos aos assuntos de energia, comércio e as negociações entre o Mercosul e a União Europeia para um acordo de livre comércio e cooperação”, afirmou o ministro em relação a agenda dos dois presidentes. Vázquez pretende vir ao Brasil com uma comitiva de pelo menos quatro ministros.



O ministro das Relações Exteriores do Uruguai revelou ainda que no dia 15 de abril se reuniu com representantes do governo brasileiro e que ambos os países já colocaram as negociações comerciais no topo da agenda. Para o Brasil, a retomada das negociações com os europeus é a principal meta de sua presidência pro tempore do Mercosul.



Na visão do chanceler, as relações com Argentina e Brasil são fundamentais para o Uruguai e para o manejo dos recursos compartilhados, como rios e fronteiras, e por isso, devem trabalhar em busca de consensos que beneficiem a todos.



Rodolfo Nin Novoa enfatizou ainda que é hora de pôr fim a “retórica vazia” do Mercosul que implica apenas na perda de postos de trabalho e deixa o grupo completamente fora das principais correntes de comércio do mundo. “É hora de priorizar o comércio e o jurídico por sobre o político”, afirmou.



Uruguai e Paraguai estão ansiosos por firmar um acordo com a União Europeia que implique maior flexibilidade para que os membros do bloco possam alcançar acordos comerciais com terceiros países, o que hoje é impossível por conta das regras impostas pelo Mercosul.



Quanto ao Brasil, ainda não se sabe ao certo sua preferência. O fato é que há divergências dentro do governo quanto às mudanças pelas quais deve passar o bloco em suas regras. Na oposição, o sentimento é que o Mercosul está morto e que o Brasil deve apostar nas relações com os Estados Unidos e a UE.


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