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26/06/2017
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26/06/2017

Cooperação trilateral

Brasil entrega hospital Zilda Arns ao Haiti em parceria com Cuba

Brasília – Na sexta-feira, 23, os ministros da Saúde, Ricardo Barros, do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e a presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Bruna Furlan (PSDB-SP) entregaram oficialmente o Hospital Comunitário de Referência Dra. Zilda Arns, aos haitianos. A obra é resultado de uma cooperação triangular envolvendo Brasil, Cuba e Haiti.

De acordo com o ministério da Saúde, a unidade que já funciona desde 2014, atenderá mais de 200 pessoas por dia e conta com 40 leitos. Além disso, está preparado para atender pacientes em especialidades como Ortopedia, Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria além de Clínica Geral. Na oportunidade, também foram doadas 15 mil doses da vacina antirrábica humana para o Haiti.

Agora, são três as unidades de saúde entregues pelo Brasil ao Haiti como parte do projeto internacional de reconstrução daquele país. Localizado no bairro de Bon Repos, em Porto Príncipe, o hospital leva o nome da médica brasileira que morreu vítima do terremoto ocorrido na capital haitiana em 2010. Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns é reconhecida mundialmente pelo trabalho humanitário voltado à redução da mortalidade infantil.

Segundo Ricardo Barros, “o que norteia a cooperação entre os nossos países é a solidariedade e o compromisso com a saúde pública, valores refletidos no trabalho e no legado da Dra. Zilda Arns”, afirmou. Após ter realizado diversas missões voltadas para os haitianos que buscaram asilo no Brasil fugindo das precárias condições de vida naquele país, Bruna Furlan destacou o aspecto humanitário da obra. “O Brasil está presente no Haiti desde 2004. Trata-se de uma missão de manutenção da paz que hoje é exemplo para todo o mundo e tem sido copiada pelas Nações Unidas. Ao entregarmos um hospital, reafirmamos o nosso compromisso com a melhoria na qualidade de vida das pessoas, focamos no ser humano”, afirmou.

O governo brasileiro também firmou instrumento do Fundo de Reconstrução do Haiti (FRH), que autoriza o uso de uma parcela de US$ 20 milhões para fortalecer a sustentabilidade do sistema de saúde pública do país. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) será a agência da ONU parceira do projeto, segundo o seu representante residente Niky Fabiancic. Em 2010, o Brasil doou US$ 55 milhões para este fundo.

“O projeto prevê a transferência progressiva dessas estruturas ao governo haitiano para que eles sigam em plena operação e com sustentabilidade garantida após o término do projeto que assinamos”, explicou Ricardo Barros.

Os ministros Ricardo Barros e Osmar Terra, e a deputada Bruna Furlan também se reuniram com o primeiro ministro do Haiti, Jack Guy Lafontant. No encontro, eles traçaram as próximas metas que garantirão a continuidade da manutenção dos hospitais construídos pelo Brasil por mais três anos, além de qualificar as urgências e emergências do Haiti.

A Cooperação Tripartite Brasil-Cuba-Haiti vem desenvolvendo, em seus sete anos de existência, diversas ações importantes no Haiti, como a construção de hospitais, laboratórios e uma oficina de órteses e próteses, além da formação de recursos humanos e o apoio a ações de vigilância e imunização.

Com investimento de R$ 135 milhões, a cooperação foi responsável pela construção de três hospitais comunitários de referência – em Carrefour, Bon Repos e Beudet – equipados e em pleno funcionamento. Além disso, foram reformados e equipados dois laboratórios de vigilância epidemiológica, em Cabo Haitiano e Les Cayes que realizam os principais exames necessários à identificação de doenças relevantes, como malária, dengue, tuberculose, hanseníase e cólera, e o controle de vetores e insetos.

Os três países viabilizaram ainda a construção do Instituto Haitiano de Reabilitação (IHR), localizado em Bon Repos e destinado ao tratamento e reabilitação de pessoas com deficiência.

O ministério da Saúde informou ainda que no campo da prevenção, a cooperação doou cerca de 8 milhões de doses de vacina (sarampo, rubéola e poliomielite) para serem usadas nas campanhas de vacinação. O Brasil teve participação com 11% do total orçamentário necessário ao Programa Ampliado de Vacinação do Haiti para a campanha de 2012. Também foram construídos e equipados os três depósitos para o armazenamento de vacinas, inaugurados em fevereiro deste ano.

Juntamente com Cuba, o Brasil participou da formação de especialistas; apoio técnico e logístico, além da compra de equipamentos para a área de vigilância epidemiológica. Foram selecionados e contratados profissionais haitianos especializados e com ampla experiência em vigilância epidemiológica. Também foi realizada a capacitação, com a formação cerca de 1.600 profissionais de saúde, sendo 1.237 agentes comunitários de saúde polivalentes, 53 inspetores sanitários e 310 auxiliares de enfermagem polivalentes.

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