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Brasil envia contingente militar para o Líbano

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Brasília – A Marinha enviou nesta terça-feira, 14, um novo contingente militar para a Força Interina das Nações Unidas para o Líbano (Unifil). No dia 25, o contra-almirante brasileiro Wagner Lopes de Moraes Zamith, assume o comando da Força Tarefa Marítima da Unifil. Em abril, a fragata Liberal parte para o Líbano com 270 homens.

Wagner Zamith irá substituir o contra-almirante Luiz Henrique Caroli, comandante da FTM, a bordo da fragata União, no Líbano desde novembro de 2011.

O objetivo da missão é ajudar, juntamente com embarcações de mais cinco países, no patrulhamento das águas territoriais libanesas, evitando a entrada de armamentos e produtos proibidos.

A fragata Liberal, assim como a União, será o navio capitânia da frota marítima.

Segundo Zamith, “a missão da Unifil visa a criar um ambiente de diálogo, ajudar o governo libanês a evitar ingresso de armas ilegais pelas fronteiras e restabelecer a soberania na porção Sul do território, onde as invasões de Israel eram mais freqüentes. Outro objetivo é levar auxilio humanitário à população local que, por causa dos conflitos, foi deslocada de suas residências”.

Além disso, a missão fortalece a importância geopolítica do Brasil na região. “Isso projeta o Brasil como um país engajado em operações de manutenção de paz. Hoje somos o 12º país em termos de contribuição de tropas e material para missões de paz. Cresce nossa visibilidade e credibilidade em fóruns internacionais. O Brasil tem uma aceitação muito grande”, explicou.

A Unifil foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1978. Em 2006, o governo libanês solicitou que fosse criada força marítima em apoio à missão. O Brasil foi convidado a participar em 2010.

De acordo com a Marinha, todas as atividades e movimentos dos brasileiros em águas libanesas serão acompanhados em tempo real, a partir do Centro de Comando e Controle, subordinado ao Comando de Operações Navais, situado no 1º Distrito Naval, no centro do Rio de Janeiro.

O local tem comunicação direta por satélite com as equipes no exterior, o que possibilita saber exatamente onde estão as embarcações brasileiras, além de oferecer ligação instantânea de áudio e vídeo.

As abordagens aos navios e embarcações estrangeiros só serão feitas a pedido do governo libanês, seguindo um rígido treinamento, para evitar qualquer atrito, pois a região reúne dezenas de grupos de diferentes religiões e convicções políticas.

“Uma atividade amplamente exigida é a inspeção e abordagem a navios mercantes. A tripulação foi treinada para esse tipo de tarefa. Foi criado um grupo de reações contra ameaças assimétricas”, explicou Zamith.

A Marinha brasileira também atua no treinamento da Marinha libanesa.

O Brasil tem uma população com origem ou descendência libanesa calculada em 8 milhões de pessoas, praticamente o dobro da população atual do Líbano, de cerca de 4 milhões de habitantes.

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