Defesa

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Brasil envia missão ao Haiti

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O governo brasileiro enviou no início da tarde desta quarta-feira, uma comitiva chefiada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao Haiti que foi arrasado por um terremoto de 7.3 graus na escala Richter, na terça-feira, 12.

Os comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, e do Exército, general Enzo Peri, acompanham o ministro.

No início da tarde, o Comando do Exército informou que o número de mortos entre os militares que participam da missão das Nações Unidas no país, subiu de quatro para 11.

Também identificada entre as vítimas está Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e que estava no Haiti para um evento religioso.

Antes de embarcar, o ministro Nelson Jobim explicou que a quantidade de escombros dificulta a distribuição de ajuda humanitária aos haitianos e que a Companhia de Engenharia do Exército já trabalha para desobstruir as ruas da capital Porto Príncipe.

O ministério da Defesa informou que o Estado-Maior de Defesa coordenou reunião nesta manhã na qual participaram as Forças Armadas, o ministério das Relações Exteriores e o Gabinete de Segurança Institucional.

No encontro foram discutidas as ações logísticas para o envio de ajuda humanitária ao Haiti. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte.

Três aviões Hércules C-130 e um Boeing 707 estão de prontidão no Rio de Janeiro e quatro C-105 Amazonas, aguardam em Manaus. A prioridade é fazer chegar água e alimentos aos haitianos.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, permanece em Brasília e nesta tarde deve conversar com o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Tanto o Exército como os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa, não têm informações sobre possíveis vítimas brasileiras no Haiti a serviço das Nações Unidas.

Quatro militares que estavam no Hotel Cristopher onde funcionava o Quartel da ONU em Porto Príncipe estão desaparecidos, mas o Exército não divulgou seus nomes.

Há outros três militares sob os escombros do Forte 22, conhecido como Casa Azul, onde o Batalhão brasileiro mantinha um posto de vigilância e patrulhamento.

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