Relações Exteriores

Sociedade da Informação
11/06/2005
Crise Política
14/06/2005

América do Sul

Brasil espera que Bolívia volte à normalidade

O governo brasileiro espera que a situação política da Bolívia seja normalizada com a posse do presidente do Supremo Tribunal Federal, Eduardo Rodríguez Veltzé, como presidente do país. Nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou mensagem ao novo presidente boliviano.

Diz a mensagem: “No momento em que Vossa Excelência assume o alto cargo de Presidente da República da Bolívia, desejo-lhe, em meu nome e no do povo brasileiro, felicidade e êxito.

É motivo de especial satisfação verificar que as lideranças políticas bolivianas, em situação de grande complexidade, souberam chegar a uma fórmula de consenso para a sucessão presidencial, o que constitui mais uma prova do espírito democrático desse povo irmão.

Estou certo de que, neste momento de transição, Vossa Excelência saberá conduzir a Bolívia, com equilíbrio e sabedoria, com vistas a que sejam atendidos os justos anseios de seu povo por desenvolvimento democrático, com inclusão social. A Bolívia poderá contar com a amizade e a cooperação do Brasil nesta nova etapa de sua história”.

No entanto, o país mantém a preocupação quanto ao fornecimento do gás natural. O assessor internacional da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, não conseguiu desembarcar em Sucre. O Aeroporto estava cercado por manifestantes que ameaçavam explodir a pista.

O Itamaraty informou que, na Bolívia, Marco Aurélio Garcia deveria ir a Santa Cruz de la Sierra e depois, a Sucre, onde se reuniria com parlamentares para conversar com as diversas forças políticas daquele país. O ex-diretor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU [Cepal] José Ocampo também integra a missão.

A nova Lei de Hidrocarbonetos, promulgada recentemente pelo governo boliviano, aumentou de 18% para cerca de 50% os tributos cobrados pelas empresas estrangeiras exploradoras de petróleo e gás natural.

A Petrobras divulgou nota oficial sobre a crise na Bolívia. Segundo a nota, o abastecimento do GLP [ou gás de botijão] ao consumidor brasileiro está garantido, pois sua disponibilidade não depende de importações da Bolívia.

O abastecimento de gás natural canalizado aos consumidores residenciais também está assegurado, independentemente de medidas emergenciais que venham a ser adotadas caso a situação evolua para uma redução, ou até mesmo interrupção, do fornecimento do gás boliviano para o Brasil.

Em relação aos demais segmentos consumidores de gás natural, o ministério de Minas e Energia, em conjunto com as empresas produtoras e distribuidoras do insumo, prepara um plano de contingência cuja principal preocupação é manter o abastecimento de gás natural.

O plano considera a utilização de combustíveis substitutos [bicombustíveis] como uma das principais alternativas para gerenciar uma situação temporária de redução no fornecimento do insumo proveniente da Bolívia.

As medidas de contingência já tiveram início nas refinarias da Petrobras e serão estendidas à geração de energia elétrica a partir do gás natural [usinas termelétricas].

A Petrobras ressalta que os reservatórios de usinas hidrelétricas estão com níveis elevados de água acumulada, o que assegura a confiabilidade de fornecimento de energia elétrica no país. Além disso, na geração térmica, será usado combustível substituto ao gás natural.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *