Brasília, 15 de outubro de 2018 - 19H41
Brasil está pronto para atuar na República Centro-Africana

Brasil está pronto para atuar na República Centro-Africana

19 de maro de 2018
por: InfoRel
Brasília – O Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra fuzileiro naval Alexandre José Barreto de Mattos, afirmou no último dia 5 de março, em visita ao Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra, que o Brasil está pronto para atuar na Missão Multidimensional Integrada das Nações unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA). O Brasil aguarda a resolução de alguns entraves para anunciar o envio de 750 militares para aquele país, ainda em 2018.

“A palavra que trago hoje para os senhores é de confiança. Confiança absoluta de que os senhores estão preparados e estarão mais bem preparados ainda quando a MINUSCA se concretizar. Mantenham o ímpeto e continuem levando com bastante seriedade o adestramento que está sendo feito e o aprendizado que vem sendo ministrado. Quando acontecer, estaremos prontos, como fuzileiros navais que somos”, afirmou Mattos aos militares que estão sendo preparados para atuar na missão.

Já o Comandante do GptOpFuzNav, Capitão de Mar e Guerra fuzileiro naval Luis Felippe Valentini da Silva, explicou que “o Brasil foi convidado oficialmente pela ONU para fazer parte da missão em 22 de novembro de 2017, após o Conselho de Segurança aprovar o envio de mais de 900 militares para contribuir com a proteção de civis no país, com a salvaguarda de pessoal e instalações da ONU, com a criação de um ambiente seguro ao redor dos principais centros populacionais e das principais linhas de comunicação, entre outras tarefas. No entanto, apesar de a participação brasileira ainda não ter sido confirmada, os militares já estão passando por uma série de adestramentos desde o início do ano”, disse.

Valentini destacou ainda que “o Grupamento Operativo foi constituído no começo de janeiro de 2018. Os militares vieram de suas unidades e se concentraram aqui na Força. Na primeira etapa, estão recebendo orientações mais básicas de tiro, de primeiros socorros, comunicações e as condutas padronizadas, que chamamos de Técnicas de Ações Imediatas (TAI)”.

De acordo com a Marinha, o adestramento engloba ainda orientações teóricas acerca de missão, como antecedentes históricos, aspectos geopolíticos e experiências sobre a operação, além de instruções específicas e aulas de francês.

Durante o treinamento, os 240 militares voluntários para a missão – 18 oficiais e 222 praças – permanecem em uma base instalada no Complexo Naval Caxias Meriti. É no “acampamento da República Centro-Africana”, como é conhecido, que funcionam as seções de Estado-Maior, o Departamento de Saúde, os alojamentos e a academia, além do Comando do Grupamento. “Funciona como se fosse uma base desdobrada na área de operações”, assinalou Valentini.

Embora classifique a MINUSCA como de “risco operacional considerável”, Luis Felippe Valentini da Silva está otimista. Segundo ele, “trata-se de um grande desafio que vai agregar muito conhecimento ao nosso pessoal. Estamos prontos, motivados para essa missão. Tenho certeza de que temos plenas condições de cumprir da melhor forma possível, com honra, competência, determinação e profissionalismo”, avaliou.

Para que o Brasil possa enviar um contingente militar para atuar na missão da ONU, o governo terá de enviar uma mensagem ao Congresso Nacional solicitando autorização. A proposta deve chegar primeiro à Câmara dos Deputados. Uma vez aprovada, segue para o Senado.

O Brasil aceitou integrar a MINUSCA, mas não abre mão de comandá-la a exemplo do que fez no Haiti, quando exerceu o comando durante os 13 anos da MINUSTAH. No entanto, a França tem interesses políticos e econômicos na República Centro-Africana e trabalha para emplacar como Force Commander, um general do Senegal.

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