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Cooperação

Brasil, EUA, China, Índia, África do Sul e UE vão firmar acordo sobre biocombustíveis

Nesta quarta-feira, o Subsecretário-Geral de Assuntos Políticos do Ministério das Relações Exteriores e futuro embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Antônio Patriota, anunciou que até o final de fevereiro, representantes do Brasil, Estados Unidos, China, Índia, África do Sul e União Européia vão se reunir para fechar um acordo de cooperação para o desenvolvimento de biocombustíveis. Entre os principais objetivos do acordo está a padronização da fabricação do etanol.

Antônio Patriota reuniu-se com o Secretário de Assuntos Políticos dos Estados Unidos, Nicholas Burns com quem discutiu o tema. O Brasil quer derrubar as barreiras à importação do álcool pelos norte-americanos, mas a questão não chegou a ser discutida, embora os dois tenham enfatizado a importância de se estreitar as relações na busca de energias alternativas.

De acordo com Burns, “nós temos muitas pesquisas nos Estados Unidos sobre o uso de etanol. O que nós queremos é cooperar com o Brasil. Nós queremos estar com o Brasil’.

Ele também esteve com o ministro Celso Amorim com quem conversou sobre a possibilidade de se ampliar a cooperação do Brasil com os Estados Unidos para a fabricação do etanol, a partir do milho.

Segundo Celso Amorim, “chamei a atenção para o fato de que tem que ser uma cooperação bem estruturada para não ser uma coisa dispersa. Pode significar cooperação na área de tecnologia. Obviamente, na cana-de-açúcar, nós somos muito desenvolvidos, mas eles estão desenvolvendo também na área de celulose”, explicou.

Ele também informou que os Estados Unidos pretendem apoiar a criação de um mercado global de etanol para facilitar o comércio do produto que deveria, na avaliação de Celso Amorim, ser tratado como uma commodity energética e não como um produto agrícola.

”Esse mercado global para o comércio de etanol deve atuar da maneira mais econômica possível, menos poluente possível, e que utilize melhor os recursos naturais”, defendeu o chanceler brasileiro. Brasil e Estados Unidos são responsáveis por mais de 70% da produção mundial de álcool, com 35 bilhões de litros por safra.

Brasil – Estados Unidos

O ministro Celso Amorim também esteve com o subsecretário de Estado de Assuntos Políticos dos Estados Unidos, Thomas Shannon, e lembrou que os dois países mantém uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que prevê a criação da Comissão Interamericana do Etanol para promover e ampliar o uso do produto no continente. Segundo o Itamaraty, a comissão vai promover o uso do álcool como alternativa e aditivo do petróleo.

Ainda de acordo com a chancelaria brasileira, em 2006, a produção norte-americana deverá ultrapassar os 20 bilhões de litros. Recentemente, o presidente George W. Bush anunciou que pode ampliar para 20% a quantidade de etanol adicionada aos combustíveis do país, o que implicaria na importação de etanol, uma excelente oportunidade para os países que exportam o produto.

Procurador-geral dos EUA visita o Brasil

Quem também visita o Brasil é o procurador-geral dos Estados Unidos, Alberto R. Gonzáles, que também é o Secretário de Justiça norte-americano. Entre os dias 8 e 9 de fevereiro, González vai focar a cooperação na aplicação da lei e nos direitos de propriedade intelectual.

Alberto González tem encontros marcados com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, governadores, procuradores dos estados, a presidente do Supremo Tribunal Federal, e proferirá uma palestra para um grupo de empresários brasileiros sobre direitos de propriedade intelectual.

No encontro com o ministro brasileiro da Justiça, Alberto González também pretende discutir temas como lavagem de dinheiro, crimes cibernéticos, propriedade intelectual, tráfico de entorpecentes, trabalho escravo e extradição.

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