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Mercado

22 de setembro de 2010
por: InfoRel
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Enquanto o ministro da Defesa, Nelson Jobim discutia os termos de um acordo de Defesa com os Emirados Árabes Unidos, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, alinhavava os entendimentos na mesma área com a Argélia, onde esteve entre 15 e 18 de setembro.



No domingo, Jobim encontrou-se em Abu Dhabi, com o chefe das Forças Armadas dos Emirados Árabes, tenente-general Mohammed Hamad Al Thani Rumaithi.



Eles trataram da ampliação da cooperação militar e o ministro Nelson Jobim pôde conhecer melhor como funcionam as Forças Armadas locais.



Jobim visitou uma base aérea, um centro bélico e algumas empresas do setor de defesa.



Anteriormente, o ministro já havia passado por República Tcheca e Ucrânia, onde também assinou acordos de cooperação.



Argélia



A Argélia pode assinar um acordo em defesa com o Brasil que lhe permita adquirir equipamentos de empresas brasileiras sem licitação.



Frederico Aguiar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa e Segurança (Abimde), reuniu-se com representantes do Ministério da Defesa e do Departamento de Segurança Nacional da Argélia.



Segundo ele, a indústria brasileira de defesa e segurança atua na Argélia há 10 anos, com a exportação de munição não letal e armamento leve.



"De 2001 a 2009 foram fechados contratos de US$ 30 milhões, o que é muito pouco, pois somente no ano passado a Argélia importou US$ 6 bilhões em armamento, veículos blindados, aviões, embarcações", afirmou.



Atualmente, os principais fornecedores de material de defesa para a Argélia são China e Rússia.



Na avaliação de Aguiar, o Brasil precisa aprofundar sua política de inteligência estratégica para explorar novos mercados.



"Não é à toa que o Sarcozy [Nicolas Sarcozy, presidente da França] vai ao Brasil para vender submarinos e aviões. Não é à toa que o presidente da Rússia [Dmitri Medvedev] vai à Venezuela para vender veículos, armas e caças", observou.



O presidente da Abimde revelou ainda que a EMBRAER participa de uma licitação para a venda de aviões de patrulha e a CBC comercializa munições com o governo argelino.



“Além disso, eles vão fazer um mapeamento cartográfico do território marítimo, serviço que pode ser prestado pela Emgepron, que é a Empresa Gerencial de Projetos Navais, da Marinha do Brasil", afirmou.

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