Brasília, 17 de outubro de 2018 - 12h19

Narcotráfico

04 de novembro de 2011
por: InfoRel

Brasília - As fronteiras do Brasil com a Bolívia e o Paraguai são as mais problemáticas para o país por conta do tráfico de drogas e armas. A afirmação é do chefe da Inteligência Estratégica do ministério da Defesa, general Francisco Carlos Modesto.



Modesto participou de um debate sobre Segurança Internacional no Rio de Janeiro nesta quinta-feira e explicou que o Brasil confia nas novas tecnologias para impedir a entrada de armas e drogas no país.



Cerca de 80% das drogas que passam pelo Brasil entram pelas fronteiras da Bolívia e do Paraguai. A cocaína boliviana é trocada por automóveis que depois são vendidos naquele país.



A corrupção nos dois países também é apontada como um dos principais fatores que alimentam o crime organizado nas fronteiras.



O Brasil mantém 1,5 mil militares na fronteira com o Paraguai e um número próximo disso nos limites com a Bolívia. "Temos que multiplicar esse poder de combate com meios tecnológicos como aviões, helicópteros, embarcações e viaturas", afirmou.



Na avaliação do militar, as fronteiras brasileiras estarão melhor protegidas quando o Sistema de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron) estiver funcionando. O Sisfron prevê o uso de satélites e radares de última geração no monitoramento das fronteiras do Brasil.



Francisco Carlos Modesto afirmou ainda que o Brasil precisa aumentar de 25 mil para 32 mil o contingente militar na Amazônia para tornar a região mais segura.



O Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) é uma das apostas do Brasil para o combate aos ilícitos transnacionais na fronteira. Ele pode voar por 16 horas a uma velocidade de 170 km/h e a seis metros de altura.



Sistema de Defesa



O Congresso deverá discutir e votar a partir da próxima semana, a Medida Provisória 544/11 que dispõe sobre as novas regras para a aquisição de produtos e sistemas de defesa, assim como para o desenvolvimento de tecnologias militares.



A proposta também institui uma política governamental de compras de material bélico, com prioridade para a indústria nacional. Além disso, define os conceitos de empresa e produtos estratégicos de Defesa.

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