Brasília, 04 de agosto de 2020 - 16h40
Brasil ganha destaque como exportador para o Bahrein

Brasil ganha destaque como exportador para o Bahrein

02 de junho de 2020 - 18:29:30
por: Marcelo Rech
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Brasília - O Bahrein, a exemplo da maioria dos países, diminuiu suas importações em abril, mas o Brasil foi o terceiro maior fornecedor internacional do país, segundo dados divulgados pela Autoridade de Informação e Governo Eletrônico (iGA) do país nesta terça-feira, 2.

O país árabe do Golfo fez importações no valor de 362 dinares, o equivalente a US$ 953,5 milhões pela conversão atual, o que significou um recuo de 19% sobre abril do ano passado. Segundo o relatório da iGA, os dez primeiros países fornecedores representam 68% do valor total que o Bahrein comprou no exterior no mês passado.

O Brasil foi um dos três principais países que venderam para o Bahrein em abril. A China foi a primeira, com 61 milhões de dinares (US$ 160 milhões), a Arábia Saudita foi a segunda, com 30 milhões de dinares (US$ 79 milhões) e o Brasil o terceiro, com 28 milhões de dinares, equivalentes a US$ 73,7 milhões, segundo dados da iGA.

O produto que o Bahrein mais comprou no exterior foi o óxido de alumínio, com 24,4 milhões de dinares (US$ 64,2 milhões), seguido por minérios e concentrados de ferro não aglomerados, com 24 milhões de dinares (US$ 63,2 milhões) e depois por carros com tração nas quatro rodas, no valor de 16 milhões de dinares (US$ 42 milhões).

Frutas para o mundo árabe

O presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, revelou que “aumentou muito a demanda por frutos brasileiros, os cítricos que vendíamos pouco, eles estão querendo comprar”. Na sua opinião, estão chegando muitas novas oportunidades de fornecimento do Brasil para os países árabes atualmente, principalmente em alimentos, mas também em outras áreas. Os países árabes dependem de importações de alimentos porque não produzem em larga escala em função das suas condições climáticas.

Hannun informou que a Câmara Árabe, inclusive, criou um comitê comercial para identificar as necessidades dos mercados árabes durante a pandemia e possíveis fornecedores no Brasil. O objetivo é aumentar a gama de fornecedores e os produtos enviados. “Agora com a covid, eles viram que não podem prescindir de comprar do Brasil”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara Árabe, mesmo que os países árabes incentivem a produção interna de alimentos, o que vinham fazendo principalmente antes da pandemia, haverá uma infinidade de oportunidades para o Brasil, em novos produtos, e em fornecimento de produtos e serviços que atendem os projetos industriais árabes, como equipamentos ou mesmo expertise na área.

De acordo com Hannun, há um enorme potencial do mercado árabe, com 400 milhões de habitantes, além dos mercados para os quais eles reexportam, formando um público de dois bilhões de pessoas, e da expertise que o Brasil tem como fornecedor de produtos halal tanto para os países árabes como para os que são apenas muçulmanos, ou nem o são, mas consomem halal.