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MINUSTAH

Brasil indica quarto general para comandar tropas no Haiti

O governo brasileiro indicou o general-de-brigada Carlos Alberto dos Santos Cruz, para comandar a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH).

Santos Cruz é o quarto brasileiro a assumir o posto, o que ocorrerá na próxima terça-feira, 9, em Porto Príncipe. Ele ficará no comando da MINUSTAH por um ano e vai substituir o general José Elito Carvalho Siqueira.

Na última quarta-feira, o novo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, recebeu relatório da organização, assinado pelo antecessor. Kofi Annan recomendou a extensão da missão por mais 12 meses. O mandato da ONU termina no dia 15 de fevereiro. Antes, porém, o Conselho de Segurança irá se reunir para decidir se prorroga ou não a missão.

De acordo com o relatório, o trabalho no Haiti apenas começou, e o “envolvimento continuo da missão” com o governo haitiano será requisitado cada vez mais. O relatório também diz que a missão tem colaborado com o governo haitiano para o fortalecimento das instituições do Estado e da Justiça.

Kofi Annan explicou que, para a missão ser bem sucedida, será necessária a estreita colaboração das autoridades haitianas com a MINUSTAH. “Peço que as lideranças haitianas continuem a trabalhar com os membros da missão para reforçar a estreita parceria que tem sido a chave para o progresso do país”, afirmou em relatório.

O Ministério da Defesa informou que Santos Cruz irá comandar uma tropa de cerca de 7.500 homens de quase 20 países. O Brasil já enviou seis contingentes e mantém 1.200 homens, o maior efetivo, no Haiti. Já as Nações Unidas divulgaram que a MINUSTAH conta com 6.600 soldados e 1.700 policiais.

No Haiti desde 2004, o Brasil reveza seu pessoal a cada seis meses. O sexto contingente viajou para Porto Príncipe no dia 18 de dezembro. Esse contingente teve o treinamento coordenado pelo próprio General Santos Cruz, que exercia o comando da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, localizada em Cuiabá (MT).

Uma comitiva do Ministério da Defesa vai desembarcar no Haiti para participar da passagem de comando. O Vice-Chefe do Estado Maior de Defesa, General-de-Divisão João Francisco Ferreira é um dos integrantes do grupo.

Segundo ele, “depois de dois anos, continuamos com o mesmo espírito e a mesma disposição. De modo que o Brasil não hesitou em continuar como Force Commander”.

No ano passado, o chanceler Celso Amorim havia dito que o Brasil poderia abrir mão de comandar as tropas no Haiti se a prometida ajuda econômica não chegasse ao país. Nada mudou, mas o país vai manter o compromisso.

O general Ferreira afirmou que ainda há muito que fazer para a recuperação e estabilização da paz no Haiti. “Antevemos a necessidade de continuar no Haiti ainda por um bom tempo”, disse, lembrando dos projetos de desenvolvimento, infra-estrutura e saneamento que estão sendo realizados para a volta da vida normal no país.

Confira o currículo do general

Carlos Alberto dos SANTOS CRUZ, nasceu em junho de 1952, no município de Rio Grande (RS). É casado e tem três filhos. Ingressou na força em março de 1968 e seu último posto foi o de comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, de Cuiabá (MT).

Realizou os cursos de formação de Oficiais da Arma de Infantaria – AMAN – 1974; bacharel em Engenharia Civil – SÃO PAULO – 1977; Ações de Comando – categoria B (COSAC) – 1977; Operações na Selva – categoria B (CIGS) – 1978; Aperfeiçoamento de Oficiais de Infantaria – EsAO – 1990 e 1991; Altos Estudos Militares – Comando e Estado-Maior – 1996; e United States Army War College (Curso de Alta Administração, Política e Estratégia do Exército dos Estados Unidos).

É engenheiro Civil formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC) e entre as funções mais importantes que exerceu, figuram:

Comando das seguintes organizações militares: 2° Pelotão Especial de Fronteira, em Ipiranga (AM); 14ª Companhia de Polícia do Exército, em Campo Grande (MS) e o 43º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cristalina (GO).

Também desempenhou as funções de instrutor na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP) e na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).

Como oficial de estado-maior, foi adjunto e chefe da 3ª seção da 5ª Região Militar / 5ª Divisão de Exército, em Curitiba (PR); comandante do corpo de alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP); oficial da Assessoria 1 do Gabinete do então ministro do Exército e chefe da Seção de Simulação de Combate do Comando de Operações Terrestres.

Entre 2001 e 2002, foi adido militar junto à embaixada do Brasil em Moscou. Na qualidade de Oficial-General, foi Comandante da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, sua primeira comissão no posto. Ao ser promovido ao posto de general-de-brigada, estava servindo na 5ª Subchefia do Estado-Maior do Exército, sediada em Brasília.

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