Brasília, 15 de outubro de 2018 - 21H45

Colômbia

13 de maro de 2008
por: InfoRel
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, compareceu na tarde desta quarta-feira à  Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, onde reafirmou que o Brasil não tem por tradição, classificar grupos ou organizações, mas que o paà­s repudia práticas como o seqüestro, terrorismo e narcotráfico.

Para o chanceler brasileiro, ao classificar as Farc como um grupo criminoso, o Brasil perderia a condição de futuro provável mediador de um acordo humanitário entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

Celso Amorim revelou que no primeiro mandato de Lula, o Brasil ofereceu território para que se viabilizasse um acordo de paz, mas as Farc recusaram a proposta em desacordo com o local indicado pelo Brasil, que não foi revelado pelo ministro.

“Não há, da parte do governo, tolerância com relação a seqüestros, terrorismo e narcotráfico. Já dissemos isso várias vezes. O presidente Lula, inclusive, fez condenação recente neste sentido. Além disso, temos assinado inúmeras resoluções propostas pela Colômbia tratando desse tema. Portanto, não há nada de ambà­guo na posição do governo”, assegurou Amorim.

De acordo com o embaixador brasileiro, todas as gestões feitas pelo paà­s foram respaldadas pelo governo Uribe. Segundo ele, “o Brasil não condenou a presença das Farc no Equador porque o Equador não admitiu ter conhecimento de que elas operavam em seu território”, explicou o ministro.

O Itamaraty espera que o conflito seja definitivamente sepultado na reunião de chanceleres da OEA, marcada para 17 de março, em Washington. Para Amorim, “do ponto de vista polà­tico, a crise está superada. Não há nada que os chanceleres possam fazer que seja superior à  vontade expressada pelos presidentes”, afirmou.

Ele destacou ainda que o Brasil não pretende alimentar as tensões e que a comissão de investigação criada pela OEA é quem vai determinar o que de fato ocorreu na floresta equatoriana.

Segundo ele, “é preciso criarmos um clima de diálogo na região, onde simpatias ou preferências não devem prevalecer”, concluiu. O ministro enfatizou ainda que “a cooperação militar entre Brasil e Colômbia visa justamente evitar a presença das Farc no Brasil”.

Assuntos estratégicos

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Os chanceleres de Espanha, Josep Borrell, e do Brasil, Aloysio Nunes, mantiveram encontro de...
Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Em 25 de setembro de 2018, Sua Excelência a Senhora Sushma Swaraj, Ministra das...
Comunicado Conjunto do BRICS

Comunicado Conjunto do BRICS

Os Ministros das Relações Exteriores/Relações Internacionais do BRICS...