Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 21h49

Política

26 de janeiro de 2016
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial de Quito



O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta terça-feira, 26, na sede da UNASUL, que o Brasil não acredita que o embate entre Argentina e Venezuela prejudique as reuniões da CELAC. Segundo ele, “não é questão de assumir posição em relação a um ou outro, mas de discutir os temas de interesse da região”, explicou.



O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu “ir com tudo” contra o Mauricio Macri, presidente da Argentina que não virá à Cúpula e será representado pela vice-presidente Gabriela Michetti. Em dezembro, na Cúpula do Mercosul, Macri criticou a Venezuela, mas Maduro não compareceu.



Diplomatas de vários países confirmaram que a situação política venezuelana será tratada durante a CELAC e esperam que Maduro modere o discurso para não criar polêmicas que esvaziem a Cúpula e seus objetivos.



“Estamos aqui para discutir a situação do mundo hoje, criar e estreitar mecanismos de cooperação que nos ajudem a crescer, desenvolver e superar as crises. A CELAC existe para criar consenso e consertação política entre os países. Tenho certeza de que o objetivo maior, que é a integração, vai se sobrepor a qualquer diferença”, afirmou o ministro.



Declaração Política



Mauro Vieira também reconheceu que todos os países da CELAC têm sofrido com o fim do super ciclo das commodities. “Trata-se de uma realidade que todos os países têm sido afetados, mas a CELAC não tem como objetivo, criar ou buscar mercados. O que a CELAC pode fazer são ações por meio dos seus relacionamentos externos com a China e a União Européia, que são fóruns importantíssimos de consertação política, mas onde há condições para se discutir alternativas de comércio e investimentos”, explicou.



O chanceler criticou ainda o projeto da chamada Agenda 2020, que traça metas de desenvolvimento para os 33 países da região. Para o ministro é importante que os países da região evitem criar redundância em relação aos objetivos de outros fóruns internacionais.



“Já existe uma Agenda 2030 das Nações Unidas. Não faz sentido criar uma nova com padrões próprios para a região, que crie mecanismos específicos. Vamos aproveitar o que já existe”, defendeu. Na avaliação do chanceler, “não é questão de substituir ou de criar todo um mecanismo novo. É de aproveitar as iniciativas que existem nos diferentes organismos e trazê-las, multiplicá-las dentro da CELAC”, concluiu.



A Agenda 2020 é uma proposta do Equador e da Costa Rica e que aborda cincos eixos: redução da pobreza extrema e a desigualdade; educação, ciência, tecnologia e inovação; meio ambiente e mudança climática; infraestrutura e conectividade; e financiamento para o desenvolvimento.


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