Brasília, 21 de outubro de 2018 - 07h19

Infraestrutura Energética

17 de novembro de 2016
por: InfoRel

Brasília - O Brasil não descarta comprar energia elétrica da Bolívia, interesse que começou ainda no governo da ex-presidente Dilma Rousseff e que terá continuidade com Michel Temer. De acordo com o presidente da Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE), da Bolívia, Eduardo Paz, o Brasil poderá adquirir 7 mil megawatts por ano para garantir o seu consumo interno e o crescimento da demanda.



Paz revelou ainda que os dois países decidiram dar continuidade ao projeto binacional hidroelétrico no Rio Madeira, cujos estudos estão avançados. Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, esteve em Santa Cruz onde se reuniu com o presidente Evo Morales. Na oportunidade, ele ratificou o interesse brasileiro em dar continuidade às negociações.



De acordo com o presidente da ENDE, os custos de produção que maneja a estatal boliviana são muito competitivos em relação aos preços do mercado regional. A Bolívia espera lucrar cerca de US$ 2,5 bilhões anuais a partir de 2020, apenas com a venda de eletricidade.



“Temos o objetivo de converter o setor no quarto pilar da economia, o que será possível porque há interesse por parte dos mercados em especial do brasileiro. Os ingressos pela exportação de eletricidade permitirão sustentar outros setores no Brasil”, afirmou.



Além do Brasil, a Bolívia também negocia a venda de energia elétrica para a Argentina e o Paraguai. Eduardo Paz destacou que o contrato com os argentinos está próximo e que La Paz e Assunção devem firmar um acordo para a realização dos estudos que permitam a interconexão da Bolívia com o Chaco paraguaio.



“Esperamos ter até o final de 2017, começo de 2018, cerca de 22% de nossa potência em energia limpa e para tanto vamos somar a geotérmica Laguna Colorada na qual estamos avançando”, assinalou.


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