Brasília, 18 de outubro de 2018 - 16h26

Conflitos

22 de abril de 2012
por: InfoRel

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o Brasil não descarta a composição de uma força de paz para atuar na Guiné-Bissau onde um golpe militar no dia 12, derrubou o presidente Raimundo Pereira. Patriota também confirmou que o Brasil foi sondado para enviar observadores à Síria, país que há 13 meses está em conflito.



De acordo com Antonio Patriota, o Brasil espera que as negociações entre os militares da Guiné-Bissau e os membros da União Africana, que se encontram nesta segunda-feira, 23, na Etiópia, produzam efeitos capazes de reverter o golpe de Estado.



Ao não descartar o envio de uma missão de paz àquele país, Patriota considerou o assunto "prematuro" neste momento.



O chanceler brasileiro explicou que o Itamaraty tem mantido um diálogo permanente com a União Africana, a ONU e as nações que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), para que o esforço seja em torno do restabelecimento da democracia.



O golpe militar teria sido provocado por insatisfações com a presença de militares angolanos na Guiné-Bissau. Eles estão no país para ajudar nas reformas do setor militar guineense.



Síria



O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, confirmou que recebeu sondagens sobre o possível envio de observadores brasileiros para a Síria e que o assunto tem sido tratado no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas.



A ONU quer enviar mais 300 observadores à missão que está em Damasco e onde já há um oficial da Marinha brasileira como observador.



Patriota ressaltou que o Brasil espera por gestos concretos do presidente Bashar Al Assad em relação ao acordo proposto pelo enviado especial da ONU ao país, Kofi Annan. Na oportunidade, um cessar-fogo foi negociado e aceito pelo líder sírio.



Na semana passada, Patriota defendeu o diálogo como arma para uma solução à crise síria em reunião com a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Hilary Clinton.



Nesta sexta-feira, ele discutiu o assunto com o chanceler sérvio Vuk Jeremić que também considerou o plano de Annan como fundamental para o restabelecimento da normalidade institucional na Síria.


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