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Brasil não descarta limitar ingresso de venezuelanos

Brasília – O presidente Michel Temer tem dito que o Brasil não fechará a sua fronteira com a Venezuela como medida para conter o fluxo migratório, mas já não descarta limitar o ingresso de venezuelanos no país. Nesta terça-feira, ele anunciou que as Forças Armadas atuarão na fronteira com a Venezuela e nas rodovias federais de Roraima, em operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Nesta quarta-feira, o Diário Oficial da União trouxe a publicação do decreto presidencial que autoriza o emprego dos militares nas faixas de fronteira Norte e Leste e nas rodovias federais. A GLO vale entre 29 de agosto e 12 de setembro.

De acordo com o presidente, a medida pretende dar mais segurança aos brasileiros que residem em Roraima, mas também aos venezuelanos que imigram fugindo da crise naquele país.

O governo informou que o ministério da Defesa irá definir a alocação dos meios disponíveis para o emprego das Forças Armadas. Segundo o ministro da Defesa, general Silva e Luna, o governo de Roraima não fez nenhum pedido de apoio das Forças Armadas. Ele disse ainda que a GLO poderá ter o seu período renovado caso haja necessidade. Silva e Luna esclareceu ainda que o efetivo militar a ser empregado integra a Primeira Brigada de Infantaria de Selva, de Boa Vista.

Já o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, assegurou que a GLO não tem como objetivo impedir o ingresso dos venezuelanos no território brasileiro. Ainda segundo ele, dos 600 a 700 venezuelanos que entram diariamente pela fronteira, cerca de 20% a 30% permanecem no país.

Etchegoyen explicou que em Boa Vista, cerca de dois mil venezuelanos vivem nas ruas, enquanto outros seis mil encontram-se vivendo em abrigos. A Polícia Federal estima que, desde 2017 até agora, já entraram no país quase 130 mil venezuelano. Desse total, 60% deixaram o território brasileiro.

O motivo do conflito foi o assalto, seguido de espancamento, sofrido por um comerciante local, supostamente cometido por quatro venezuelanos, o que provocou a revolta dos moradores da cidade.

Controle

Também nesta quarta-feira, 29, o presidente Michel Temer reconheceu que o governo estuda a possibilidade de adotar o uso de senhas para organizar a entrada de venezuelanos no Brasil.

A medida teria como propósito, organizar a situação em Roraima, principal estado afetado pela imigração venezuelana. Temer reiterou ainda críticas ao governo venezuelano por ter recusado a ajuda brasileira, o que, segundo o presidente, poderia ter evitado tantas migrações, bem como a “desarmonia no continente sul-americano”.

“É inadmissível o que acontece lá porque está colocando em desarmonia o continente sul-americano. O governo deles [dos venezuelanos] inclusive recusou nossa ajuda humanitária e, depois, os venezuelanos acabaram vindo para cá. Nossa política é acolher aqueles que entrem no país, mas o ideal é que eles recebessem nossa ajuda humanitária e lá pudessem permanecer”, afirmou o presidente.

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