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Oriente Médio

Brasil não vai discutir Síria em reunião convocada pelo Irã

O governo brasileiro decidiu não participar da reunião convocada pelo Irã para discutir a crise na Síria. O encontro acontece nesta quinta-feira, 9, em Teerã. O governo iraniano chamou os governantes dos países asiáticos, africanos e latino-americanos. Não haverá representante brasileiro no encontro.

As Nações Unidas também não confirmaram o envio de emissários.

Teerã espera reunir representantes de pelo menos 15 países da Ásia, África e América Latina.

A chancelaria brasileira informou que a prioridade é fortalecer as discussões nos foros multilaterais em detrimento dos encontros paralelos que se promovam.

Os conflitos na Síria já duram 17 meses e mataram cerca de 20 mil pessoas.

Na avaliação do Brasil, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve ser o principal foro de debates sobre o tema.

Em julho, em Paris, foi realizada reunião do chamado Grupo de Amigos da Síria, um movimento de apoio ao presidente Bashar al Assad.

Também na ocasião, o Brasil não enviou interlocutor.

O governo brasileiro informou que a presidenta Dilma Rousseff, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e a representante nas Nações Unidas, embaixadora Maria Luiza Viotti, mantêm a defesa do diálogo para que se busque uma solução pacífica e negociada para os conflitos na Síria.

Da mesma forma, o Brasil se opõe à ingerência externa no processo de transição política naquele país e apoia o plano de paz negociado pela ONU e pela Liga Árabe.

Irã

Teerã quer discutir de forma realista os acontecimentos na Síria. O Irã é um dos principais aliados do presidente Assad, junto com China e Rússia. 

O governo iraniano resiste à imposição de sanções à Síria por conta da repressão e da onda de violência na região.

Há 15 dias, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, renunciou ao cargo. Ele tentou negociar o fim da violência e a busca por um acordo de paz na Síria.

Annan também pediu o apoio do Irã nas negociações com a Síria.

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