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14/03/2016
Política
16/03/2016

Processo de Paz

Brasil organiza grupo para apoiar pós-conflito na Colômbia com apoio do Chile

Brasília – Nesta terça-feira, 15, o Brasil reunirá um grupo de alto nível formado por personalidades dos mundos acadêmico, político, sociedade civil e comunicação social, para apoiar os projetos que serão implementados na Colômbia no âmbito do pós-conflito. O acordo de paz entre governo e as FARC não será assinado em 23 de março como desejava o presidente Juan Manuel Santos, mas Bogotá espera que o mesmo seja firmado ainda neste semestre.

O Brasil já é parte no documento inicial para o diálogo de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), segunda maior guerrilha colombiana. Em dezembro, Leon Valencia, ex-guerrilheiro do ELN e que atualmente dirige uma ONG voltada para a paz na Colômbia, esteve no Brasil em diálogos secretos com membros do governo e do Itamaraty.

De acordo com a chancelaria chilena, o grupo de “notáveis” brasileiros será constituído pelo professor Paulo Sérgio Pinheiro, relator da ONU para temas de Direitos Humanos e membro da Comissão da Verdade, o embaixador Antonino Mena Gonçalves, Cônsul-Geral do Brasil em Washington, o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o reitor da Universidade de Brasília, professor Ivan Marques de Toledo Camargo, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, e a irmã Rosita Milesi do Instituto de Migrações e Direitos Humanos do Brasil, entre outros.

Desde 2012, o Chile acompanha o processo de paz na Colômbia junto com a Venezuela, em apoio aos países garantes do futuro acordo, Cuba e Noruega. Tanto que o embaixador Luis Maira, representante chileno nas mesas de negociações em Havana, também estará em Brasília neste dia para assistir à primeira sessão do grupo de trabalho.

Ao final das atividades, o chanceler brasileiro Mauro Vieira, acompanhado do embaixador do Chile no Brasil, Jaime Gazmuri, oferecerá um almoço aos membros do grupo.

Europa

O presidente colombiano Juan Manuel Santos tem reiterado a importância da participação dos países latino-americanos no processo de paz na Colômbia e, principalmente, na implementação das medidas e projetos pós-conflito. Em janeiro, ele pediu o apoio dos países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), durante a Cúpula de Quito. Ainda em janeiro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou resolução indicando que países da CELAC formem uma missão de verificação do cumprimento dos termos do acordo de paz por ser assinado.

Neste momento, a ministra de Relações Exteriores da Colômbia, María Angela Holguín, realiza um giro pela Europa onde busca apoio também para o pós-conflito. Ela já esteve com o chanceler espanhol José Manuel García-Margallo; com a Secretária-Geral Iberoamericana, Rebeca Grynpsan; com o ex-presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, e o seu sucessor Marcelo Rebelo de Sousa que assumiu em 9 de março; com o Diretor-General da Cooperação italiana, Giampaolo Cantini, e a Diretora Central para os Países da América Latina, da chancelaria italiana, Caterina Bertolini.

Além disso, participou da 31ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, onde aproveitou para explicar o processo de paz em curso e dialogar com representantes de outros países europeus. Ela já havia se reunido com o chanceler do Canadá e o presidente da Cruz Vermelha Internacional.

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