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Brasil participa de missão espacial europeia

Brasil participa de missão espacial europeia

Brasília – A Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que cientistas e engenheiros brasileiros de algumas das principais universidades e centros de pesquisas em astronomia do país participarão de forma ativa na missão espacial Planetary Transits and Oscillations of Stars (Plato), da Agência Espacial Europeia (ESA), com lançamento previsto para 2024.

Segundo o professor Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), um dos objetivos desta pesquisa é descobrir e entender as propriedades de outros mundos semelhantes à Terra em nossa vizinhança.

Atualmente, nenhum exoplaneta do tipo da Terra, situado na zona habitável e em torno de uma estrela semelhante ao nosso Sol foi descoberto e totalmente caracterizado. Plato será um pioneiro nesta busca por novos e promissores mundos.

De acordo com a AEB, as descobertas confirmadas de planetas parecidos com a Terra em distâncias comparáveis à da nossa e em torno de estrelas semelhantes ao nosso Sol, será produzido após terem sido recolhidos três anos de dados observacionais. Reunido em Paris, na França, na semana passada, o Comitê de Programas Científicos (SPC) da ESA votou e escolheu Plato como a nova missão “M” ou “de porte médio”.

Pacheco destaca que entre os brasileiros que integram a missão estão engenheiros de algumas das principais universidades e centros de pesquisas em astronomia do país como a USP, as universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN), de Minas Gerais (UFMG), do Rio de Janeiro (UFRJ), o Observatório Nacional (ON), a Universidade Mackenzie e Fundação Mauá de Engenharia.

O consórcio que conduzirá a missão é dirigido por Heike Rauer da agência espacial alemã, DLR. Ela prevê que o Plato abre um capítulo completamente novo na exploração de planetas extra-solares.

“Vamos encontrar planetas que orbitam sua estrela na zona ‘habitável´, região que pode propiciar a existência de vida: são planetas onde se espera que exista água líquida, e onde a vida como a conhecemos pode ser mantida”, afirmou Rauer.

Plato medirá os tamanhos, massas e idades dos sistemas planetários que encontrar. Por isso, comparações detalhadas com nosso próprio Sistema Solar poderão ser feitas. Trata-se de um modelo de telescópio espacial completamente novo: ele usará uma rede de telescópios, em vez de uma única lente ou espelho.

Utilizará também câmeras de alta qualidade, e terá a vantagem de observar continuamente a partir do espaço, sem a interrupção causada pelo nascer do Sol e sem sofrer os efeitos causados pela turbulência atmosférica. Isso permite que Plato descubra planetas menores que a Terra e com distâncias de suas estrelas semelhantes à distância Terra-Sol.

O professor lembra ainda que a missão Plato segue os passos do satélite franco-europeu-brasileiro CoRoT, o primeiro do qual a astronomia nacional participou, sobe a liderança da USP, e que já foi desativado.

Segundo ele, “o país adquiriu com isso know-how em engenharia de software espacial e participou fortemente dos avanços científicos em física estelar e na descoberta e análise de exoplanetas, usufruindo também de colaborações com cientistas europeus”.

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