Brasil

Política Externa
05/07/2016
Gripen NG
06/07/2016

Democracia

Brasil pede ao Uruguai que não transfira o MERCOSUL para a Venezuela

Brasília – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, pediu ao Uruguai que não transfira a presidência pro tempore do MERCOSUL à Venezuela no mês de julho como acordado entre os membros do bloco. Por conta da crise no país vizinho, Serra quer que o encontro seja postergado para agosto.

Nesta terça-feira, 5, ele se reuniu em Montevidéo com o presidente Tabaré Vázquez e o chanceler Rodolfo Nin Novoa. Na oportunidade, trataram ainda do aprofundamento das negociações com a União Europeia e a Aliança do Pacífico.

De acordo com o ministro brasileiro, “vamos buscar uma saída comum” para o impasse criado no âmbitro do MERCOSUL. O Paraguai não aceita que a Venezuela assuma neste momento o comando do bloco, no marco de uma situação de instabilidade institucional que levou o governo chavista a declarar o estado de sítio e emergência econômica.

A preocupação regional diz respeito também às negociações do tratado de livre comércio com a União Europeia. No comando do bloco, a Venezuela ocupará uma posição-chave nas tratativas.

O Paraguai também não aceita que a entrega da presidência do MERCOSUL à Venezuela se dê em reunião de chanceleres, mas de presidentes. Além disso, Assunção exige que haja antes uma análise sobre a aplicação da Cláusula Democrática que resultaria na suspensão da Venezuela do bloco.

Se confirmada a reunião de ministros marcada para 11 de julho em Montevidéu, a Venezuela não estará representada, asseguraram diplomatas uruguaios. Em Caracas, o presidente da Comissão de Política Exterior da Assembleia Nacional, Luis Florido, pediu aos países membros do MERCOSUL que a Venezuela não receba a presidência do bloco devido a grave crise política e social que o país atravessa.

Segundo ele, “um país que tem claramente presos políticos e que desconhece as instituições como a Assembleia Nacional, viola sistematicamente os direitos humanos e é responsável de uma profunda crise social e humanitária, não pode assumir o comando de um organismo internacional”. No entanto, a Venezuela comanda a UNASUL desde abril.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *