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Brasil pede cessar-fogo no Oriente Médio

Brasil pede cessar-fogo no Oriente Médio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, enviaram cartas nesta quarta-feira, a autoridades do Egito, Síria, Turquia, e ao Secretário-Geral da Liga dos Estados Árabes, reforçando as mensagens já enviadas ao Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, para que sejam intensificados os esforços diplomáticos para que um cessar-fogo imediato seja adotado no Oriente Médio.

De acordo com o Itamaraty, o Brasil trabalha para que se alcance a paz negociada, justa e duradoura entre Israel e o grupo libanês Hezbollah. Para a diplomacia brasileira, o Conselho de Segurança da ONU deve agir com rapidez para impor o fim dos conflitos, principalmente por que as principais vítimas são civis.

O chanceler Celso Amorim, que já esteve em Adana, na Turquia, tem mantido contatos permanentes com diversos interlocutores sobre o tema. Além disso, enviou o Embaixador Extraordinário para o Oriente Médio, Affonso Celso de Ouro-Preto, para a região.

O Brasil também agradeceu às autoridades sírias e turcas, pela pronta ajuda que os brasileiros têm recebido na operação de retirada do Líbano tanto a partir de Damasco, na Síria, como de Adana, na Turquia.

Venezuela

Enquanto o Brasil procura uma forma de influenciar na resolução do conflito, o presidente venezuelano Hugo Chávez decidiu retirar seu embaixador de Israel. Ele afirmou que na Venezuela não tem interesse em manter qualquer tipo de relação com os israelenses, a quem acusa de cometerem um novo holocausto contra palestinos e libaneses.

Em julho, a Venezuela foi aceita como observadora na Liga dos Estados Árabes. Em setembro, o Secretário-Geral da Liga, Amro Musa, vai à Caracas para formalizar a adesão do país.

A Venezuela também espera contar com o apoio dos países árabes em sua candidatura como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Argentina e Peru são os atuais representantes rotativos da América Latina no Conselho de Segurança da organização. O Brasil integrou o órgão máximo da ONU entre 2004 e 2005 e para o ministro Celso Amorim, “não fazer parte do Conselho de Segurança é uma limitação efetiva. Quem decide na ONU é o Conselho e o Brasil está fora do Conselho”.

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