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Brasil prioriza acordo bilateral de comércio com o México

Brasília – O Brasil prioriza o aprofundamento de um acordo bilateral de comércio com o México, mas com respeito às regras do MERCOSUL. Os dois países respondem por 65% do Produto Interno Bruto da região, no entanto, o comércio bilateral de cerca de US$ 7 bilhões, encontra-se muito abaixo do potencial estimado pelos dois países.

No dia 1º, os mexicanos elegeram presidente o ex-prefeito da capital, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, que disputou sua terceira eleição presidencial. No mesmo dia, o Itamaraty, emitiu nota manifestando o desejo brasileiro em que as relações bilaterais sejam melhoradas.

“Ao formular votos de pleno êxito ao senhor Andrés Manuel López Obrador no desempenho do mandato presidencial que o povo mexicano lhe outorgou, o governo brasileiro manifesta sua expectativa de trabalhar com as novas autoridades mexicanas em prol do fortalecimento e da ampliação das relações bilaterais e de nossa cooperação nos planos regional e internacional”, diz o texto.

O Brasil é o principal parceiro comercial do México na América Latina, e o México o terceiro mercado para os produtos brasileiros na região, atrás de Argentina e Chile.

De acordo com o ministério das Relações Exteriores, as negociações bilaterais em curso buscam a liberalização da maior parte do comércio. Em 2002, os dois países assinaram o Acordo de Complementação Econômica nº 54, um tratado que ampara os instrumentos concluídos entre os estados partes do MERCOSUL e o México.

Brasil e México também seguem negociando o ACE-53 com o objetivo de ampliar a cobertura tarifária que hoje é de apenas 13%. Já foram realizadas oito rodadas de negociações com a troca de listas de pedidos e respostas de desgravação tarifária.

O México, no entanto, resiste à uma maior abertura na área agrícola e em itens industriais. A última reunião entre os dois países deu-se em novembro passado. A intensificação do processo negociador do NAFTA, prioridade número 1 para os mexicanos, tem dificultado os avanços com o Brasil.

Além disso, o México também prioriza suas atenções para o Acordo Abrangente e Progressivo da Parceria Transpacífica (TPP), sem os Estados Unidos, e o seu acordo de livre comércio com a União Europeia.

Venezuela

López Obrador assume o cargo no dia 1º de dezembro e a sua posse pode significar a saída do México do Grupo de Lima, integrado por 14 países latino-americanos, criado para pressionar a Venezuela a respeitar os preceitos democráticos previstos da Carta da OEA. O grupo não reconhece a reeleição de Nicolás Maduro, no dia 20 de maio. O Grupo de Lima também cobra a realização de eleições para pôr fim à crise política na Nicarágua.

De acordo com Marcelo Ebrard, designado futuro chanceler mexicano, o país não intervirá em assuntos internos desses dois países. Ebrard disse ainda que o tratamento recebido pelo México por parte dos Estados Unidos tem sido terrível.

Na sexta, 13, ele recebe o Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, para tratar temas da agenda bilateral e regional. Os Estados Unidos trabalham para que os países latino-americanos aumentem as pressões sobre os governos da Venezuela e da Nicarágua.

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