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03/10/2015
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03/10/2015

Cooperação Energética

Brasil promove estudo sobre biocombustíveis com a União Econômica e Monetária do Oeste Africano

Brasília – O Brasil realizou estudo em cooperação com a União Econômica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA), mostrando que a produção de etanol com base na cana-de-açúcar é a melhor e mais competitiva opção para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis na África Ocidental. Ainda segundo o estudo, o modelo ideal para a região permite combinar a produção de etanol, açúcar e a geração elétrica em diferentes proporções de acordo com as prioridades e necessidades locais.

O ministério das Relações Exteriores informou que o estudo foi realizado no âmbito do Memorando de Entendimento na Área de Biocombustíveis entre Brasil e UEMOA, assinado em 2007 e também é resultado da parceria entre o Itamaraty e o BNDES para a realização de estudos na área de bioenergia, firmada no mesmo ano.

Os resultados foram entregues e apresentados oficialmente pelo governo brasileiro, no dia 1º de outubro, em Dacar, no Senegal, durante evento sobre a futura Política de Bioenergia da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), organizado pelo Centro para Energias Renováveis e Eficiência Energética da CEDEAO (ECREEE).

O estudo compreendeu o levantamento, nos territórios de Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e República Togolesa, das condições de clima, de solo, sociais, ambientais, de mercado, de infraestrutura, de marco legal, entre outras que possam impactar a sustentabilidade e viabilidade da produção de bioenergia.

Ele aponta, igualmente, oportunidades para investidores e exportadores brasileiros e para o fortalecimento de uma cadeia produtiva nos países que decidirem desenvolver o setor de biocombustíveis, com impactos positivos não somente sobre a balança comercial e a matriz energética de cada país, mas também sobre suas populações.

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