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Brasil quer aprofundar relações econômicas com Cub

Brasil quer aprofundar relações econômicas com Cuba

Brasília – Em sua primeira visita a Cuba como presidente da República, Dilma Rousseff deixou claro que o interesse no país é muito mais econômico-comercial que ideológico. Em 2010, o volume comercial entre os dois países chegou aos US$ 642 milhões.

O Brasil quer ainda aprofundar a cooperação científica e tecnológica nas áreas de agricultura, saúde e turismo. Cuba receberá do Brasil o apoio necessário para incrementar sua produção agrícola e ampliar a rede pública de saúde.

Neste sentido, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), irá capacitar especialistas cubanos no combate a pragas e no melhoramento dos plantios de soja e pimentão. A idéia é fazer com que esses produtos atinjam qualidade suficiente para a exportação.

Além disso, o Brasil quer investir no setor de turismo na Ilha. Num primeiro momento, a proposta é melhorar significativamente os serviços oferecidos pelas empresas aéreas que ligam os dois países.

Brasil e Cuba também irão intensificar a cooperação em saúde com a qualificação de profissionais para os serviços odontológicos e o fortalecimento da rede cubana de bancos de leite humano. Haverá ainda investimentos em pesquisas conjuntas sobre o câncer e para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas.

Bloqueio

A presidente Dilma Rousseff voltou a condenar o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba em 1962. Na avaliação de parlamentares governistas, o Brasil deve liderar um movimento latino-americano para debater e romper com o embargo.

Em relação aos direitos humanos, membros do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, criticam os ataques feitos pela oposição que cobrou uma declaração da presidente sobre a violação dos direitos humanos em Cuba.

Para esses parlamentares, a pauta da oposição é seletiva e cínica uma vez que não há críticas a pena de morte nos Estados Unidos, as torturas na prisão de Guantánamo, e os massacres no Afeganistão e Iraque.

Dilma Rousseff deixou claro que violações de direitos humanos existem até mesmo no Brasil e que o país não fará críticas pontuais em relação a esse tema.

Análise da Notícia

A presidente Dilma Rousseff tenta impor uma marca ao seu governo que a descole do antecessor, algo que apareça à sociedade como seu, original. Na relação com Cuba, existem laços ideológicos históricos, mas o que ela quer mesmo é aproveitar as oportunidades de negócios.

O Brasil investe pesado em obras de infraestrutura em Cuba e o regime conta com recursos do BNDES para levar adiante um modelo econômico que permita ao país modernizar-se, sem que os comunistas percam o controle do Estado.

Para o governo brasileiro, o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, perdeu completamente a razão de ser. Não há nada que o justifique além, claro, das questões políticas internas norte-americanas.

De qualquer forma, o embargo cairá, cedo ou tarde, assim como o regime dos Castro. Nada é eterno. É aí que o Brasil centra suas atenções.

E na hora em que isso ocorrer, o Brasil quer estar ali para tirar proveito não apenas de um mercado, mas de um entreposto estratégico no Caribe. Por isso que os investimentos no Porto de Mariel são tão prioritários para o governo brasileiro.

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