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Comércio Exterior

Brasil quer aumentar volume de negócios com o Iraque

Brasília – Na Fiesp, o novo embaixador do Brasil no Iraque avaliou meios de aumentar a balança comercial entre os dois países. Miguel Magalhães se reuniu com diretores da entidade e representantes de comércio exterior com o objetivo de alavancar a agenda de promoção comercial e de investimentos entre o Brasil e o Iraque. Para tanto, Magalhães pretende se reunir com outros setores antes de assumir o cargo.

A reunião na Fiesp foi conduzida pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, Thomaz Zanotto. O embaixador assume o cargo no próximo dia 13 com a missão de aumentar as exportações brasileiras para o país árabe.

Segundo ele, “tenho como missão retomar o trabalho que já foi feito por meus antecessores e expandir a nossa pauta de comércio, que hoje é desfavorável ao Brasil”. Ele lembrou que o Brasil teve uma relação comercial intensa com o Iraque nos anos 1970 e 1980 e chegava a importar 70% do petróleo que necessitava do país do Oriente Médio.

“Chegamos a construir refinarias com especificações para o petróleo iraquiano, como a refinaria de Paulínia”, afirmou. Além disso, na mesma época, o Brasil exportava vários produtos e serviços ao mercado iraquiano. “E exportávamos de tudo, serviços, construção de estradas, de ferrovias, exportamos automóveis”, explicou.

No entanto, as guerras e as sanções econômicas impostas ao país, interromperam essa relação. “Mas com o fim da guerra e extintas as sanções, se abre novamente o Iraque para o mundo”, afirmou.

Em 2014, o Brasil faturou com exportações ao Iraque cerca de US$ 230 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os produtos comercializados foram tubos de liga de aço, carnes, arroz, niveladores, máquinas, tratores, escavadeiras, motores, entre outros. Nos seis primeiros meses deste ano, as vendas para o país árabe foram de US$ 138 milhões.

Já os iraquianos venderam ao mercado brasileiro US$ 1,04 bilhão no ano passado, principalmente em petróleo. No primeiro semestre deste ano, porém, os envios caíram bastante e somaram apenas US$ 157 milhões. Quase que a totalidade da pauta foi petróleo, mas também houve envio de naftas em 2015, segundo dados da Secex.

Em conversa com as lideranças da Fiesp, o futuro embaixador no Iraque prometeu identificar as necessidades do mercado iraquiano e repassar essas informações ao empresários brasileiros.

“Meu trabalho será mapear, identificar as necessidades do mercado iraquiano e encontrar aqui os provedores dispostos a suprir esse mercado”, afirmou. Ele disse que o Brasil consegue vender alimentos como açúcar e frango a preços imbatíveis, mas também é possível trabalhar para aumentar o comércio em outras frentes, como na de bens de consumo duráveis e não duráveis. O dólar valorizado deve favorecer a inserção.

Comércio

Os diretores da Fiesp falaram sobre uma série de possibilidades no comércio com o Iraque e vão aguardar também a sinalização do novo embaixador sobre as necessidades locais. As áreas agrolimentar, de máquinas, produtos de defesa e cooperação na área de ensino técnico foram algumas das discutidas. A coordenadora de Relações Exteriores, Comércio e Promoção de Investimentos do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Carla Rossetti, sugeriu a vinda de uma missão empresarial iraquiana ao Brasil.

O embaixador do Brasil no Iraque também tem vontade de desenvolver as relações dos dois países em outras áreas, como a cultural. “Infelizmente nos últimos anos o Iraque esteve imerso em conflitos internos e externos que impediram que o mundo compartilhasse um pouco da sua riqueza cultural”, disse, complementando que espera que com a melhora da situação de segurança se possa ter missões culturais ao país.

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