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Crise Energética

Brasil quer Bolívia no Mercosul e Morales quer refinarias de presente

Nesta terça-feira, o presidente boliviano Evo Morales, defendeu que o Brasil presenteasse a Bolívia com as refinarias que comprou por cerca de US$ 100 milhões. “Esse preço para o Brasil não é nada, se eu fosse o Brasil daria as refinarias de presente”, afirmou o presidente.

Ele voltou a defender a parceria energética entre os dois países e reafirmou que o acordo firmado entre a YPFB e as petroleiras estrangeiras será enviado ao Congresso do país no dia 13 de novembro.

Evo Morales informou que o governo boliviano estuda fórmulas para recomprar as refinarias. Na sua avaliação, a venda dessas instalações foram o “mau negócio” realizado pelos antecessores.

Morales pretende apelar para a relação de amizade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para reaver o que considera um patrimônio dos bolivianos. Ele foi o primeiro a felicitar Lula pela reeleição.

O presidente da Bolívia assegurou que o decreto de nacionalização e a tomada das refinarias da Petrobras, em maio, pelos militares não tinham como objetivo, dificultar o abastecimento do gás para o Brasil. Pelo contrário, as ações teriam sido tomadas para garantir e entrega do produto.

Ele também revelou que o acordo fechado na madrugada do último sábado evitou uma intervenção militar nas reservas de gás natural do país e agradeceu o apoio recebido das Forças Armadas que garantiu a “recuperação dos recursos naturais” do país.

“Se alguma empresa não assinasse, estávamos totalmente preparados para exercer nosso direito de propriedade. Precisamos de sócios e não de donos para nossos recursos naturais. Seguramente teria havido uma ampla mobilização das Forças Armadas para exercer o direito de propriedade, como tem direito qualquer país”, afirmou em coletiva aos correspondentes estrangeiros na Bolívia.

Futuro

Evo Morales agradeceu ainda aos governos da Argentina, Espanha e França e anunciou que a Bolívia receberá investimentos de US$ 4 bilhões no médio prazo. Na sua avaliação, em até 15 anos a Bolívia deixará de ser “um país pobrezinho”.

Em 2006, as exportações de gás vão atingir US$ 2 bilhões de dólares. Segundo o governo boliviano, as multinacionais ficarão com 18% do total.

Mercosul

O Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltou a defender o ingresso da Bolívia como membro pleno do Mercosul. Ele acredita que a participação de Evo Morales na cúpula do bloco, em dezembro, possa acelerar esse processo. Na opinião de Amorim, essa decisão seria vantajosa para a Bolívia.

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