Brasília, 18 de novembro de 2018 - 13h31

Brasil quer fortalecer relações com mundo árabe

23 de fevereiro de 2011
por: InfoRel
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O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou em reunião na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, que pretende intensificar as relações do Brasil com o mundo islâmico, do qual fazem parte os países árabes.



Durante o Carnaval, Patriota viajará ao Qatar, China e Índia e por meio da Organização da Conferência Islâmica, vai buscar uma maior aproximação com os islâmicos.



Entre 25 e 26 de fevereiro, ele estará em Granada para participar da Cúpula do Caricom e terá reuniões com o chanceler palestino convidado para o encontro.



Na pauta, a decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os assentamentos israelenses.



Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff orientou o Itamaraty para que consolide o processo de diversificação das parcerias comerciais.



A presidente havia confirmado presença na Cúpula América do Sul – Países Árabes que deveria realizar-se em 16 de fevereiro em Lima, Peru, mas que foi postergada por conta da crise que atinge vários países daquela região.



O presidente Lula foi o primeiro presidente brasileiro a se dirigir ao Plenário da Liga Árabe, no Cairo. Depois viramos observadores da Liga Árabe. Até mesmo agora que o mundo árabe passa por esse momento de turbulência, efervescência social, política, com manifestações que revelam uma aspiração por maior democracia, por governos mais representativos, eu acho que nós temos que velar para que o contato entre as sociedades civis dos países da América do Sul, do Brasil e do mundo árabe se mantenham e se desenvolvam, se aprofundem”, afirmou.



Na semana passada, o chefe do Departamento de Oriente Médio, ministro Carlos Ceglia, visitou o Líbano, Síria e Arábia Saudita.



Organização da Conferência Islâmica



Ceglia também se reuniu com líderes da Conferência Islâmica em Jeddah, na Arábia Saudita.



Trata-se de um agrupamento de mais de 50 países que reúne desde a Indonésia até o Marrocos.



“É uma parte muito importante da comunidade internacional que nós queremos conhecer melhor, entender melhor as aspirações, a dinâmica desse mundo e também contribuir de alguma maneira. Existem projetos de cooperação que são veiculados através da OIC, além de ser uma organização que tem uma participação muito efetiva nas Nações Unidas. O Brasil, na verdade, tem mais islâmicos do que dois países que são membros plenos da Organização da Conferência Islâmica, que são Guiana e Suriname”, explicou.



Processo de Paz



Antonio Patriota ressaltou que o Brasil poderá atuar como mediador da crise no Oriente Médio apenas se for chamado pelos países diretamente envolvidos.



Segundo ele, “há uma circunstância interessante, no Conselho de Segurança atualmente, que estão presentes Brasil, Índia e África do Sul, como membros não permanentes. São três países que têm boas relações com o mundo árabe e com Israel. Então há interesse de atuar como grupo de apoio aos esforços de paz entre israelenses e palestinos, como aconteceu na Conferência de Anápolis, que representou, a nosso ver, um desenvolvimento positivo porque incluiu um número maior de países na discussão da questão Israel-Palestina. E justamente Brasil, Índia e África do Sul estavam presentes”, destacou.

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