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Diplomacia & Negócios

Brasil quer integrar Guiana e Suriname ao processo de integração regional

Brasília – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, cumpre nesta semana, agenda em Panamaribo, Suriname, e Georgetown, na Guiana, onde tratará de temas bilaterais e regionais com o objetivo de aumentar a presença desses países no processo de integração sul-americana.

Nesta terça-feira, 1º, Vieira se reúne com a chanceler do Suriname, Niermala Badrising e tem audiência com o presidente Desiré Bouterse. De acordo com o Subsecretário-Geral de América do Sul. Central e Caribe, do ministério das Relações Exteriores, Embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, o Brasil também tem especial interesse nas relações com as nações que fazem fronteira com o norte, região cujo crescimento demográfico é o maior do país.

De acordo com o Itamaraty, os chanceleres passarão em revista os temas da agenda bilateral e regional, com destaque para infraestrutura, cooperação técnica, educação e saúde, questões consulares, comércio e integração regional. No Suriname, o Brasil participa de vários projetos de cooperação trilateral com o Chile e a Nova Zelândia.

O Suriname tornou-se Estado Associado ao MERCOSUL em 2013 e é membro da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica).

Ainda segundo o ministério das Relações Exteriores, o intercâmbio comercial entre os dois países foi, em 2015, de US$ 39,5 milhões. O Brasil é o 2º parceiro comercial do Suriname na América do Sul. A comunidade brasileira naquele país é estimada em cerca de 35 mil pessoas.

Guiana

Na Guiana, o ministro Mauro Vieira, realizará sua primeira visita oficial em 2 de março, quando será recebido em Georgetown pelo presidente David Granger e manterá reunião de trabalho com o chanceler Carl Greenidge.

Da mesma forma, os ministros tratarão de temas como infraestrutura, desenvolvimento na região de fronteira, cooperação técnica e integração regional. O Brasil tem especial interesse no potencial hidroelétrico da Guiana e como o regime chuvas no país é diferente do brasileiro, este é um tema que poderá avançar de forma concreta em termos de acordos e investimentos.

Paulo Estivallet lembrou ainda que em 2016, será comemorado o 50º aniversário da independência da Guiana. Além de ser Estado Associado ao MERCOSUL desde 2013, a Guiana também integra a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC) e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Recentemente, o Comitê de Fronteira reuniu-se para discutir a implementação de vários projetos nos municípios de Bonfim (RR) e Lethem, na Guiana. Um dos objetivos brasileiros é ver a rodovia que liga Lethem até a capital melhorada para que a produção agrícola de Roraima possa ter mais esta alternativa. Neste caso, o Brasil estaria disposto a cooperar para a construção de um porto de Georgetown.

O comércio Brasil-Guiana registrou, em 2015, o valor de US$ 30 milhões, tendo crescido 78,5% nos últimos dez anos. A comunidade brasileira na Guiana é estimada em cerca de 17 mil pessoas, a quarta maior na América do Sul, atrás apenas de Argentina, Paraguai e Bolívia.

Na Guiana, o chanceler Mauro Vieira também terá reuniões com o  Secretário-Geral do Caricom, cuja sede fica em Georgetown. O Embaixador Paulo Estivallet de Mesquita disse ainda que Mauro Vieira não deverá tratar de temas relacionados à disputa entre Guiana e Venezuela pela zona do Esequibo. Segundo ele, este tema está bem encaminhado pelas Nações Unidas.

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