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Democracia

Brasil quer que a OEA siga as decisões do Mercosul e da Unasul sobre o Paraguai

Brasília – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, afirmou nesta sexta-feira, 13, que o Brasil espera que a Organização dos Estados Americanos (OEA) siga as decisões adotadas pelo Mercosul e a Unasul de suspender o Paraguai por violações às normas democráticas previstas nos tratados que criam os respectivos blocos regionais.

Na quarta-feira, 11, ele disse em depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Senado, que a decisão de manter o Paraguai na OEA não foi adotada pelo conjunto dos países que integram a organização, mas pelo seu Secretário-Geral, José Miguel Insulza.

O Peru irá coordenar a posição dos membros da Unasul quando o assunto for tratado na OEA. De acordo com Patriota, os membros da organização precisam considerar as manifestações feitas pelo Mercosul e a Unasul. Ele explicou que não foi o Brasil isoladamente quem as adotou.

Antonio Patriota cobrou da OEA e da ONU, mais respeito às decisões dos grupos sub-regionais como forma de se fortalecer o multilateralismo.

O chanceler brasileiro revelou que a Secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton, também manifestou preocupação com o rito sumário adotado no Paraguai, sem o devido direito de defesa do então presidente Fernando Lugo.

Os Estados Unidos apoiaram a decisão de Insulza de não suspender ou expulsar o Paraguai da OEA.

A exemplo do que dissera aos senadores brasileiros, Patriota explicou que a decisão adotada pelos blocos envia uma mensagem clara aos países sul-americanos: já não há mais espaços para aventuras antidemocráticas na região.

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